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Habitação, transportes e alimentação representam 60% das despesas das famílias

José Caria

Agregados com crianças gastam mais 44% do que as famílias portuguesas sem dependentes

A habitação (31,8%), os transportes (14,7%) e os produtos alimentares (14.4%) representam a maioria das despesas das famílias portuguesas, de acordo com os resultados provisórios do Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016. Juntos, estes itens respondem por 60,9% das despesas das famílias portuguesas.

Segundo o relatório, publicado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a despesa anual média dos agregados familiares foi de 20.916 euros em 2015/2016, o que representa um aumento nominal de 2,6%, relativamente à despesa anual média de 20.391 euros, em 2010/2011.

Os resultados do inquérito indicam que a evolução da despesa anual média dos agregados familiares corresponde, em termos nominais, a um aumento de 2,6%, e em volume (preços constantes) a um decréscimo de 4,2%.Em volume, as despesas médias das famílias diminuíram entre 2010/2011 e 2015/2016, lê-se no documento.

Em termos nominais, foram as despesas médias com habitação (+11,6%) e com produtos alimentares (+11,4%) que mais aumentaram. No lado oposto, os portugueses gastaram menos em bebidas alcoólicas, tabaco e narcóticos (-17,4%), com lazer, recreação e cultura (-17,2%) e nas despesas em restaurantes e hóteis (-15,8%).

Filhos dão mais despesa

As famílias com crianças dependentes gastaram, em média, 25.892 euros, isto é, mais 44% do que os agregados sem crianças dependentes (17.997 euros). Todavia, entre 2010 e 2016, enquanto os agregados familiares com crianças a cargo diminuíram a despesa anual média em cerca de 3,3 pontos percentuais, as famílias sem dependentes reforçaram as suas despesas em 7,7 pontos percentuais.

As famílias sem crianças gastam mais em habitação do que os agregados com dependentes (34,3% e 28,8%, respetivamente), mas o mesmo em ensino (0,7% e 0,4%) e em transportes (13,5% e 16,1%).

Em Lisboa, gasta-se mais

O valor da despesa anual média na Área Metropolitana de Lisboa ultrapassa a média da despesa no país, em cerca de 14,6%.

As restantes regiões apresentam uma despesa anual média mais baixa do que a verificada ao nível nacional, destacando-se “a assimetria registada na Região Autónoma dos Açores (-17,9%), no Alentejo (-14,4%) e na Região Autónoma da Madeira (-11,7%)”.

O documento refere ainda que a despesa média anual dos agregados familiares com crianças dependentes “é 44% mais elevada do que a despesa média das famílias sem crianças dependentes”.