Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

BCP: acionistas aprovam blindagem dos estatutos de 20% para 30%

ALTERAÇÕES. Nuno Amado, presidente do Millennium BCP, tem agora como maior acionista a Fosun, em vez da Sonangol. Mas em dezembro o banco deve alterar os limites dos direitos de voto dos acionistas

Á terceira foi de vez. Esta segunda-feira, os acionistas do BCP aprovaram por larga maioria (99,7%) a blindagem dos estatutos de 20% para 30% em assembleia geral que tinham sido por duas vezes suspensa. Condições colocadas pelo novo acionista chinês, a Fosun para reforçar até 30% do capital, estão superadas

Os acionistas do Banco Comercial Português (BCP) aprovaram hoje por larga maioria (99,7%) a alteração do limite de blindagem dos direitos de voto no banco dos atuais 20% para 30%, numa reunião magna que decorreu em Oeiras.

"A assembleia-geral foi rápida e correu muito bem. O banco sai reforçado e vamos já pensar no futuro", disse aos jornalistas o presidente executivo, Nuno Amado, no final dos trabalhos, que duraram menos de 20 minutos.

Em votação estava apenas um ponto único, relativo ao limite dos votos, o ponto dois da ordem de trabalhos da reunião magna que decorreu em Oeiras no início de novembro e em que foram aprovados os outros três pontos que estavam em votação.

Recorde-se que este ponto foi suspenso por duas vezes de votação em novembro aparentemente para aguardar a luz verde do Banco Central Europeu relativamente ao pedido da Sonangol para ultrapassar os 20% de capital a que estava sujeito. Não se sabe ainda se a autorização chegou mas a alteração da blindagem foi aprovada.

A continuação nos estatutos do banco da regra que impõe limites aos direitos de voto foi aprovada na assembleia-geral de novembro, mas os acionistas ainda não tinham deliberado sobre se esse limite se mantinha nos 20% ou se era aumentado para 30%, algo que só foi decidido hoje (depois de ter sido suspensa a assembleia-geral prevista para dia 21 de novembro).

Ainda não foi possível apurar o quórum que esteve hoje representado na reunião magna do BCP, sendo certo que foi superior a um terço do capital total, o que permitiu a tomada de decisão. Segundo apurou o Expresso estiveram presentes na Assembleia Geral de acionistas mais de 34% do capital do banco, o necessário para aprovar esta alteração.