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Banca contra utilização do Fundo de Resolução em solução dos lesados

José Caria

Solução para o problema do papel comercial continua sem ser consensual

Os lesados do papel comercial da Rioforte e da Espírito Santo International (ESI) acreditam que é mesmo desta que vão começar a receber o dinheiro a que consideram ter direito. O anúncio da solução para este problema, cujos contornos ainda não são claros, está para breve e deverá passar pela criação de um fundo de indemnização/veículo, no âmbito do Fundo de Resolução (FR), participado pelos lesados que prescindam das ações interpostas em tribunal a favor do fundo e aceitem recuperar 50% a 75% do valor que aplicaram nas duas empresas do grupo Espírito Santo. Mas os bancos estão contra e a fatura, no final das contas, poderá vir a pesar no bolso dos contribuintes.

A grande novidade está no facto de o fundo privado a constituir ser financiado por um ou mais bancos e esta operação ter uma garantia do Estado e uma contragarantia do FR, segundo apurou o Expresso junto de um dos advogados da associação dos lesados, Nuno Vieira. Ou seja, se os bancos que financiarem o fundo não receberem o dinheiro será o Estado e em última análise o Fundo de Resolução a pagar o montante injetado no fundo. Não se sabe ainda quem vai gerir o fundo e quem o vai financiar, porque para a solução avançar terá de ter a aprovação de 50% dos lesados.

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