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2017: o ano de viragem para a dívida

Mario Draghi (BCE) mantém o ‘resgate’ da dívida da zona euro, enquanto Janet Yellen (Fed) quer arrefecer Trump

David Stubbs / Reuters

Juros nacionais entre os mais castigados pela decisão do BCE

A dívida portuguesa vai terminar o ano sob pressão. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter os países da periferia do euro com trela curta ao não alterar a regra que todos esperavam que fosse flexibilizada, de subir o limite de 33% para 50% da dívida elegível. Como isso não aconteceu, os investidores imediatamente fizeram disparar os juros da dívida portuguesa no prazo a 10 anos. “Havia alguma expectativa no mercado de que o programa de compra de ativos fosse redesenhado para aquisição de mais dívida na periferia, o que beneficiaria, claramente, as obrigações portuguesas. Mas isso não se materializou”, refere ao Expresso Steven Santos, gestor do banco BIG.

O impacto da não alteração das regras foi imediato. No dia da reunião do BCE, a 8 de dezembro, aquelas taxas aumentaram 24 pontos base (0,24 pontos percentuais), a segunda maior subida do ano. E, no dia seguinte, chegaram a tocar 3,9%, já muito próximo dos 4% registados no stresse de fevereiro. Ainda que seja necessário ter em conta uma situação de liquidez mais fraca em dezembro, tocar os 4% seria algo “decerto amplamente notado pelos investidores”, diz-nos David Schnautz, gestor de taxas de juro do Commerzbank. Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas, adiantou, esta semana, um limite vermelho de 5%, um nível de juros que “seria extremamente difícil para o país pagar”.

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