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Agências de viagens portuguesas passam a ter seguros antiterrorismo

Alberto Frias

Quatro operadores portugueses começaram a cobrir riscos “de última hora” desde 14 de dezembro

Quatro operadores turísticos portugueses – Solférias, Soltrópico, Sonhando e Exótico Online – criaram uma aplicação adicional ao seguro de viagem, designada "cobertura T3", para "motivos de força maior que levem a cancelamentos ou alterações significativas nas viagens reservadas", como "atos de terrorismo, greves ou problemas de operação".

Esta nova cobertura do seguro não têm custos adicionais para os clientes que compram pacotes de férias nas agências de viagens que vendem os programas destes operadores.

Válida para todas as viagens iniciadas a partir de 14 de dezembro, este novo seguro destina-se, segundo os operadores turísticos, a "antecipar os principais imponderáveis que podem afetar negativamente as férias dos portugueses" e que se perfilem como "motivos de força maior", designadamente greves, cancelamentos de ultima hora ou a ocorrência de atos de terrorismo no destino.

As agências de viagens nacionais contam com um fundo de garantia destinado a ressarcir os consumidores face a problemas relacionados com as suas férias. Segundo Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Viagens (APAVT), o Fundo de Garantia das Agências de Viagens ronda atualmente 4 milhões de euros.

No congresso da APAVT que terminou a 11 de dezembro em Aveiro, Pedro Costa Ferreira enfatizou ainda que o sector das viagens "deu mais uma prova de proactividade ao produzir um seguro que responde à nova diretiva europeia", que se prepara para ser transposta em Portugal.