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BPI. CaixaBank explica porque se absteve na venda do BFA

O resultado da votação "reflete inequivocamente um apoio maioritário" à proposta do conselho de administração, diz o CaixaBank que se abteve para dar voz aos outros acionistas

O CaixaBank, o maior acionista do BPI (46%), optou por se abster na votação do ponto único da assembleia geral desta terça-feira que aprovou a venda de 2% do BFA à Unitel. Num comunicado divulgado após a sessão, o banco explica que com "a abstenção não quis condicionar o resultado da votação com o seu voto decisivo e optou por aceitar a decisão que fosse adotada pelos restantes acionistas do BPI" representados na assembleia.

O resultado da votação "reflete inequivocamente um apoio maioritário por parte dos acionistas" à proposta apresentada pelo conselho de administração do BPI e "permitirá solucionar o incumprimento da concentração de grandes riscos do BPI logo que a venda dos 2% do BFA seja formalizada", acrescenta o Caixabank.

A transferência do controlo do BFA para a Unitel foi aprovada por 83% dos votos expressos. Mas, o universo votante ficou reduzido a 24% do capital (estava representado 84%), devido à abstenção dos dois maiores acionistas - CaixaBank e Santoro, de Isabel dos Santos.

Com a aprovação da operação em Angola, o CaixaBank supera mais uma prova na longa marcha da oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI. Os minoritários contestam o preço oferecido (1,134 euros por ação) e pediram à CMVM a nomeação de um auditor independente. Mas, a análise ao preço "será feita no âmbito do registo da OPA, o que ainda não aconteceu", referiu ao Expresso uma fonte da CMVM.