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Videojogos: Portugal passa de nível

Numa indústria que não pára de quebrar barreiras, o mercado nacional assume-se cada vez mais como um ator a ter em conta e uma nova geração chega-se à frente. Sem medo

Comecemos por uma pequena viagem pelo caminho da nostalgia. Estávamos nos anos 90 e um programa fazia ondas entre a geração mais nova. Dava pelo nome de “Templo dos Jogos” e todas as semanas colocava na antena da SIC os videojogos mais em voga, criticados invariavelmente com uma frase que se tornou chavão: “Sai do Templo com...” seguido da respetiva nota. Um compêndio de títulos, por onde poucas (ou nenhumas) produções nacionais terão passado. Realidade que se fosse transposta para a atualidade seria certamente diferente. Com avaliação mais positiva para Portugal.

Para Tiago Franco, da Fun Punch Games, não há dúvidas: “Estamos a dar o salto.” O designer é um dos cofundadores do estúdio português que será o primeiro a colocar um jogo nacional na PS 4. Fruto da vitória nos primeiros prémios Playstation em Portugal, receberam também €10 mil” e será no início do próximo ano que o Striker’s Edge fica disponível na loja online da Sony. “Queremos acreditar que se o nosso jogo for um sucesso estamos a abrir caminho a que a nível internacional olhem para Portugal como um país onde se desenvolvem bons títulos”, garante. Sem esquecer que “a cobertura que temos tido de media tem sido importante para despertar o interesse no nosso mercado ou pelo menos para empresas estrangeiras procurarem sobre o que cá se passa.”

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