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Negociações financeiras no Novo Banco terminaram sexta-feira

Luís Marques Mendes disse este domingo na SIC que a decisão final sobre o comprador deverá ser tomada na semana entre o Natal e o Ano Novo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

As negociações financeiras entre os concorrentes à compra do Novo Banco e o Fundo de Resolução terminaram na sexta-feira, estando agora a faltar a análise dos contratos e ainda a aprovação por parte do Banco Central Europeu e do Governo português.

A informação foi avançada pelo ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, no seu habitual comentário na SIC.

"Terminaram na sexta-feira as negociações com os vários concorrentes o que significa que, até esse dia, eles apresentaram as suas propostas revistas, finais e definitivas", referiu. Agora, acrescentou, "na próxima semana ou nas próximas duas semanas, vai haver a análise do ponto de vista contratual, contactos e diligências com o BCE e articulação com o Governo".

Ou seja, tudo aponta para que a decisão seja conhecida ainda antes do final deste ano, mais precisamente "na semana do Natal ou na semana entre o Natal e o Ano Novo".

Marques Mendes disse ainda, como aliás já tinha referido na semana passada no mesmo espaço de comentário, que "em função destas propostas, do ponto de vista financeiro, ou seja, de encaixe para o vendedor que é o Fundo de Resolução, a proposta que parece mais forte neste momento é a dos chineses".

Só não garante que o valor da venda sejam os 3,9 mil milhões de euros que o Estado português emprestou ao Fundo de Resolução (composto por vários bancos) para ficar comm o Novo Banco e evitar um resgate mais penalizar para os contribuintes portugueses. Mas, garante que, tal como previsto, o Fundo de Resolução vai pagar esse montante todo de volta.

"O Estado emprestou ao Fundo de Resolição para meter no Novo Banco 3,9 mil milhões de euros e o Fundo de Resolução vai pagar, seja qual for o valor da venda", disse, acrescentando que o Estado ainda "vai receber juros" e que, por isso "não vai acontecer a mesma situação do BPP e do BPN que é o dimnheiro ir pelo cano abaixo", Ou seja, "os contribuintes têm o seu dinheiro garantido".