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Não entra quem quer  no Second Home

Rohan Silva, CEO da Second Home, escolheu Lisboa para a internacionalização

Marcos Borga

Espaço de coworking quer ser um centro de criatividade

O Second Home, em Londres, é considerado um dos espaços de trabalho mais criativos do mundo dada a diversidade de áreas, concentração de talentos e as novidades que têm surgido nos últimos dois anos entre as mais de 150 empresas ali instaladas. Agora, o conceito internacionalizou-se e Lisboa foi a cidade escolhida para esse efeito, com a abertura esta semana do espaço de coworking no primeiro andar do Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré.

Com capacidade para 250 pessoas, o escritório em open space com mais de mil m2 de área, profusamente decorada com plantas, está já ocupado a 80% com os 200 trabalhadores a distribuírem-se por 30 empresas de diferentes áreas.

Mas não basta querer fazer parte deste mediático espaço, a preços que começam nos €150 mensais por pessoa. Instalar-se aqui passa por um processo de selecção rigoroso, de forma a cumprir-se a filosofia da Second Home, como explica ao Expresso Rohan Silva, que antes de fundar a empresa, foi um dos assessores do antigo primeiro-ministro britânico, David Cameron.

“As equipas que aqui trabalham são cuidadosamente escolhidas porque queremos um mix de diferentes áreas criativas onde se incluem o design, a moda, media, marketing, entre outras. O objetivo é acolher aqui uma verdadeira comunidade criativa”, diz Rohan Silva. E o espaço é concebido com esse presuposto, daí a escolha criteriosa do local, a decoração, o verde das plantas, a biblioteca com 2000 livros e os múltiplos eventos a que os aderentes têm acesso, como workshops vários, palestras, provas gastronómicas, aulas de ioga e até um “Surf Bus” que levará regularmente os membros à praia para retemperadores momentos de surf, entre outras atividades.

“Sentimos que temos também uma missão social — ajudar as empresas a serem ainda mais criativas. Se elas forem criativas, produzem mais dinheiro, geram mais postos de trabalho e emprego que não pode destruído ou substituído por máquinas”, sublinha Rohan Silva.
Lisboa, diz, é para já a única aposta da Second Home para a Europa. O próximo a abrir será em Los Angeles.

“Acreditamos que Lisboa é neste momento a cidade mais criativa da Europa Continental com um número crescente de empresas criativas a instalarem-se na moda, design, arte ou na tecnologia. O que sentimos em Londres, sentimos também aqui e não é uma vibração que se sinta em muitos lugares da Europa”, remata o responsável.