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BCE quer saber quem divulgou o ‘não’ ao pedido do Monte dei Paschi

A decisão de rejeitar o adiamento até meados de janeiro para a resolução do problema do mais velho banco do mundo não estava ainda aprovada pela equipa de Draghi quando foi difundida na sexta-feira passada

Jorge Nascimento Rodrigues

O Banco Central Europeu (BCE) terá aberto um procedimento de inquérito sobre a fuga de informação na sexta-feira que dava como certo o ‘não’ da equipa de Mario Draghi a um pedido de adiamento pelo banco italiano Montei dei Paschi di Siena (MPS) para o processo de recapitalização que tem em curso. A noticia é adiantada este domingo pelos jornais italianos Corriere della Sera e Sole 24 Ore.

Uma fonte não identificada do conselho de vigilância do BCE (um órgão que se reune quinzenalmente) disse à Reuters na sexta-feira, ainda com as bolsas europeias em sessão, que a decisão era o ‘não’ a um adiamento até 20 de janeiro, o que provocou um afundamento das ações do banco em Milão, um contágio ao sector bancário transalpino e a especulação que uma medida de resolução do mais velho banco do mundo estaria iminente para este fim de semana. O conselho é presidido por Danièle Nouy e integram-no 25 membros, incluindo Elisa Ferreira do Banco de Portugal.

Mas o projeto de decisão do conselho de vigilância ainda não havia sido aprovado pela direção do BCE, o que só poderá ocorrer na próxima semana, dilação no tempo que permitirá, também, a existência de um governo em Roma já sem Matteo Renzi como primeiro-ministro. Um novo governo que possa tomar decisões como uma eventual recapitalização de precaução do MPS e o reforço do Fundo de Resolução. O MPS declarou, ainda na sexta-feira, que não havia sido notificado de nenhuma decisão do BCE e o seu conselho de administração mantém uma reunião para dia 16 de dezembro.