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Pressão sobe na venda do Novo Banco

José Carlos Carvalho

Negociações seguem a todo o vapor para a venda estar fechada até final do ano

As negociações para a venda do Novo Banco avançam a um ritmo acelerado. O jogo ainda está em aberto e os protagonistas são agora menos do que eram no início. Numa posição mais firme na corrida, ao que tudo indica, estão o fundo de capital de risco norte-americano Lone Star e o investidor de Hong Kong Minsheng Financial Group. Aparentemente, o fundo norte-americano Apollo Managment, que já detém em Portugal as seguradoras Tranquilidade e Açoreana, embora ainda não tenha desistido da corrida e se manifeste empenhado, poderá ter sido ultrapassado pela concorrência. A proposta que terá feito, sabe o Expresso, tem cláusulas pós-compra difíceis de aceitar, e na verdade também poderá ser considerado politicamente frágil aceitar uma oferta da Apollo inferior à que fez em 2015. Desta vez, a Apollo não está sozinha, concorre em parceria com a Centerbridge.

Esta foi uma semana de grande azáfama para Sérgio Monteiro, o homem escolhido pelo Banco de Portugal para liderar a segunda tentativa de venda do antigo BES. “Houve nestes dias uma aceleração de contactos entre o vendedor e os potenciais compradores”, reconhece uma fonte ligada à operação. Sérgio Monteiro e a sua equipa estão neste momento a avaliar as propostas e a negociar. Estão, na prática, a pesar os prós e os contras de cada um dos investidores. Ou seja, há ainda espaço para as ofertas serem melhoradas, o que está a acontecer neste momento. Aliás, desde julho, data das primeiras ofertas, tem havido alterações e melhorias às propostas dos candidatos à compra.

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