Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

“O crescimento económico do país depende do Norte”

Freire de Sousa Gestor do Norte 2020 e presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte

É a sua primeira grande entrevista desde que assumiu, no verão passado, a liderança dos €3,4 mil milhões de fundos europeus que fazem do Norte 2020 o terceiro maior programa operacional do Portugal 2020. Fernando Freire de Sousa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), defende que o país, como um todo, precisa de mais foco e organização para se desenvolver

Metade dos incentivos europeus ao investimento empresarial do Portugal 2020 estão a ser captados para empresas na região Norte. Surpreende-o esta força do Norte?


Não é um domínio tão inesperado por duas razões. Primeiro, o Norte representa mais de um terço da população, das empresas e do emprego e quase 40% das exportações do país. Logo à partida, era expectável que mais de um terço dos fundos fosse sacado para a região Norte. Depois, Lisboa e Algarve estão largamente fora dos fundos do Portugal 2020 porque já não estão entre as regiões menos desenvolvidas. É uma força do Norte que preexistia e que comprova uma coisa que já se sabia: que a dinâmica económica do país está no Norte e que o crescimento económico do país depende do Norte.


A procura pelos fundos do Portugal 2020 está a subir face ao anterior quadro comunitário (QREN)?


Está, o que mostra que havia um apetite pelos fundos comunitários a que as empresas se candidataram, criando uma dinâmica de investimento. Entre as empresas da região Norte que vão aos sistemas de incentivos do Portugal 2020, mais de 80% são da indústria transformadora e um terço são das indústrias dos têxteis e vestuário, da metalomecânica ligeira dos plásticos e borrachas e dos automóveis e componentes, o que é positivo.

Leia mais na edição deste fim de semana