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Sines já representa 54,5% da atividade portuária do país

O porto de Sines cresceu 14,5% nos primeiros dez meses de 2016, contribuindo para uma evolução positiva do sector portuário português, revelam dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

O portos portugueses do continente voltaram a bater um recorde absoluto de movimentação de cargas entre janeiro e outubro - com 77,3 milhões de toneladas movimentadas - o que se deve ao crescimento da atividade de Sines, que já representa 54,5% da carga total movimentada no continente, revelam dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Nos primeiros dez meses do ano, os portos comerciais do continente excederam em 3,6% o movimento homólogo de 2015, o que traduz um acréscimo de 2,7 milhões de toneladas de carga movimentada, refere a AMT.

Mas este comportamento positivo do sistema portuário continental "deve-se exclusivamente ao porto de Sines, que cresceu 14,5% em termos homólogos, anulando, assim, as quebras verificadas nos restantes portos", refere a AMT.

Só o porto de Sines foi responsável pelo movimento de 42,1 milhões de toneladas, o que traduz um aumento de 5,3 milhões de toneladas face ao mesmo período de 2015. Retirando o crescimento de Sines, os restantes portos registaram uma quebra de 2,7 milhões de toneladas movimentadas nos 10 primeiros meses do ano, refere a AMT.

A seguir à quota de 54,5% do mercado portuário do continente detida por Sines, vem Leixões como o segundo maior porto em movimento de carga (pesa 19,6% no total do continente), Lisboa como terceiro maior porto (10,5%) e Setúbal como quarto porto continental português (com 7,7% do total).

A AMT explica que "o reforço da posição de Sines durante os últimos meses, a par de Leixões, não é alheio ao facto do Terminal Oceânico de Leixões estar, desde março, totalmente paralisado para manutenção em estaleiro da monoboia".

O relatório de outubro do regulador dos portos refere que a atividade deste terminal do porto de Leixões "foi reiniciada no mês de outubro, tendo, no entanto, levado a que cerca de 1,7 milhões de toneladas de petróleo bruto destinadas a Leixões, tivessem passado por Sines e sido reembarcadas em navios de menor dimensão".

Além disso, a AMT esclarece que "o porto de Faro continua sem qualquer movimento de carga desde junho, pelo facto da Cimpor - a sua única cliente - ter interrompido a atividade do Centro de Produção de Loulé, face às condições desfavoráveis do mercado de cimento".

Entre janeiro e outubro de 2016, a AMT refere que "o volume de contentores movimentados nos portos do continente ultrapassou 2,2 milhões de TEU (unidade padrão referente a um contentor de seis metros de comprimento), refletindo um crescimento de 1,9% face ao período homólogo de 2015", o que o regulador diz que representa a melhor marca de sempre.

Também neste segmento de mercado, o porto de Sines "mantém a posição de líder, apresentando uma quota de 54,4% do total de TEU movimentados, seguindo-se Leixões com 24,8%, Lisboa com 13,9% e Setúbal com 5,9%", refere a AMT.