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Metal Portugal bate recorde em Paris

Na maior feira do mundo de subcontratação industrial empresas portuguesas dominam e até conseguem encomendas para entrega já na próxima semana

A marca Metal Portugal apresentou-se em força em Paris, esta semana, com uma participação recorde de 89 empresas na Midest, a maior feira do mundo de subcontrataçao industrial, a garantir o título de maior delegação estrangeira no evento e, também, negócios para alimentar a máquina exportadora do sector.

Depois do valor recorde 14,7 mil milhões de euros nas exportações em 2015, a fileira do metal ressentiu-se em especial da quebra no mercado angolano, onde vende atualmente apenas 25% daquilo que vendia há dois anos atrás. Mesmo assim, depois de um primeiro semestre em quebra, a frente externa está a recuperar nos últimos meses do ano e "o desempenho a partir de setembro poderá permitir manter os valores do exercício passado ou, até, registar um ligeiro crescimento", adiantou ao Expresso Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, que representa mais de 50 das empresas presentes na feira de Paris.

A justificar o otimismo, o balanço desta presença na Midest, desde terça-feira, "é muito positivo, juntando bons contactos e, até contratos, o que não é muito habitual nestas feiras. E há até encomendas já para entrega na próxima semana", destaca o dirigente associativo.

Em causa está "o reconhecimento" do trabalho das empresas de subcontratação industrial, produtoras de peças técnicas com elevada engenharia e inovação para diferentes sectores, do automóvel à aeronáutica ou energia nuclear, um segmento com "forte componente de inovação e engenharia, com um peso importante no sector metalúrgico e metalomecânico português", representando 6 mil milhões de euros de volume de negócios e três mil milhões de euros de exportaçao, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística.

"A AIMMAP, em conjunto com as empresas associadas, tem trabalhado no sentido de promover este segmento na Europa e no mundo, o que tem resultado numa clara mudança de perceção dos clientes relativamente à qualidade da produção industrial do país e à capacidade de responder com eficiência aos exigentes desafios", refere Rafael Campos Pereira, certo de que Portugal "tem vindo a posicionar-se como um player global que se destaca no mercado devido à capacidade de produção de pequenas séries de alto valor acrescentado".

Numa indústria que marca presença em dezenas de feiras ao longo do ano, a presença forte em Paris ajuda a abrir as portas de clientes de todo o mundo, mas em especial em França, o terceiro maior mercado do metal português, atrás de Espanha e Alemanha, sustenta a direção da AIMMAP que viu a visita do ministro da economia, Manuel Caldeira Cabral, às empresas lusas presentes no certame, como "um sinal de estímulo e reconhecimento" a provar que "o Governo está atento ao sector".

A marca Metal Portugal, que serve de bandeira à fileira da metalurgia e metalomecânica procura acompanhar a evolução do sector nos últimos anos com uma imagem de "dinamismo, solidez, tecnologia e modernidade" sob o mote "darmos forma ao futuro".