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Grupo Pestana abre segundo hotel em Nova Iorque

Dionísio Pestana, líder do Grupo Pestana

Octávio Passos / Getty Images

No dia a seguir às eleições que deram a vitória a Donald Trump, o grupo hoteleiro português assinou o contrato para um novo hotel em Manhattan, na mesma rua onde já cresce o hotel CR7 que tem em parceria com Cristiano Ronaldo

"O nosso 'american dream' começa a ganhar força", garante José Roquette, administrador do grupo Pestana responsável pela área de desenvolvimento, anunciando que o grupo vai avançar com um novo hotel em Manhattan, o coração de Nova Iorque, na mesma rua em do projetado hotel em parceria com Cristiano Ronaldo, com a marca CR7.

O segundo hotel do grupo Pestana em Nova Iorque – o Pestana NY East Side – vai envolver investimentos de 25 milhões de dólares (22,3 milhões de euros) e o respetivo contrato foi assinado a 9 de novembro, um dia depois das eleições presidenciais que deram a vitória a Donald Trump.

"Sobre a vitória de Trump, é preciso ver o que, face ao seu discurso eleitoral, se irá tornar realidade. Mas tudo indica que Trump irá criar um ambiente pró-business", salienta o administrador do grupo Pestaqna. "Não vejo que a política económica do Governo Trump possa prejudicar o nosso investimento nos Estados Unidos".

O grupo português passa assim a ter quatro hotéis nos Estados Unidos, somando-se os de Miami e Newark às duas unidades em Nova Iorque. "Vamos ficar com 500 quartos nos Estados Unidos, o que nos abre perspetivas para uma nova geografia de forte desenvolvimento do grupo Pestana", salienta José Roquette.

De olho no Reino Unido, apesar do Brexit

O anunciado reforço de voos da TAP nos EUA é visto com bons olhos pelo grupo Pestana. "Vamos analisar e estudar oportunidades também noutras cidades, como Boston, tendo em conta estas novas ligações aéreas", adianta o responsável do grupo hoteleiro.

O grupo Pestana está a avançar com "o maior plano de expansão de sempre" com vista a abrir 20 novos hotéis nos próximos cinco anos, o que envolve investimentos de 200 milhões de euros até 2020.

Além da expansão nos Estados Unidos, a Europa é outra prioridade do grupo, que tem na mira um projeto para um segundo hotel no Reino Unido, "numa cidade que não será Londres", onde já tem um hotel.

Sobre o Brexit, o administrador do grupo Pestana considera que não se pode ignorar, mas que também "não se pode dramatizar, face à importante relação histórica entre Portugal e Inglaterra no turismo, que já atravessou momentos cambiais de todo o tipo".

E sustenta que uma eventual desvalorização da libra poderia criar retração no turismo inglês, mas por outro lado "o cenário de uma libra barata também facilitaria a nossa entrada no mercado. O Brexit não vai prejudicar a nossa progressão no Reino Unido, onde estamos em negociações para avançar com um segundo passo".

O grupo português prevê terminar 2016 com um aumento de 38% nos resultados operacionais, que deverão atingir 122 milhões de euros (em 2015 foram 100,5 milhões). "O grupo Pestana vai ter o seu melhor ano de sempre. Estamos num momento único em expansão, e também com um crescimento ímpar ao nível de resultados operacionais", concluiu José Roquette.