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Bolsas. O efeito Trump dividiu o mundo em ganhadores e perdedores

Lisboa e Madrid ficaram no lado perdedor. Em Nova Iorque, os índices fixaram máximos históricos em novembro. Os BRIC dividiram-se ao meio. China e Rússia tiveram ganhos, Brasil e Índia registaram perdas no mês que findou

Jorge Nascimento Rodrigues

O mês de novembro saldou-se por um ganho mundial de 0,59% nas bolsas, mas as praças das economias emergentes perderam mais de 4,6% e as da Europa e da Ásia Pacífico recuaram mais de 2%, segundo os índices MSCI respetivos.

Os índices de Lisboa e Madrid estiveram entre os perdedores do mês, com quedas de 4% e 5,2% respetivamente. O mês correu mal, também, para Bruxelas, Copenhaga, Frankfurt e Milão; no entanto, com descidas mensais muito menores do que os dois periféricos ibéricos. Apesar do elevado risco político em Itália, em virtude do referendo constitucional que decorrerá este domingo, a bolsa de Milão perdeu, apenas, 1,6% em novembro e fechou com um ganho acumulado de 4% nas duas últimas sessões do mês.

Nova Iorque ganhou mais de 3%, segundo o índice MSCI para os Estados Unidos que abrange mais de 600 cotadas nas várias bolsas norte-americanas. Os três principais índices fixaram máximos históricos. O Dow Jones 30 avançou quase 6,5%, o S&P 500 quase 5% e o Nasdaq mais de 4% em novembro. O índice Russell 2000, das cotadas com menor capitalização, disparou 14%. O efeito Trump desencadeou, claramente, uma exuberância financeira em Nova Iorque e foi o fator global a marcar os mercados financeiros em novembro.

Mas houve subidas noutras geografias e noutros grupos, apesar dos índices para o conjunto em que se inserem terem registado descidas em novembro. Foram os casos da Arábia Saudita, da China, do Japão e da Rússia, entre as grandes economias, e da Irlanda, da Grécia e da Suécia, na União Europeia. O índice Tadawul de Riade disparou 16,4%. O índice de Atenas avançou quase 7%. Os índices Nikkei 225 e Topix de Tóquio ganharam mais de 5%. Os índices de Moscovo Micex e RTSI subiram mais de 4%. O DJ de Xangai avançou 4,8%. O índice de Dublin subiu 5,1% e o de Estocolmo 4,5%.

Do lado dos perdedores em novembro, ficaram várias praças de mercados emergentes e as duas bolsas ibéricas, já referidas. Com quebras superiores a 4,5% incluem-se o BIST 100 de Istambul, o IPC da Cidade do México, o SET de Kuala Lumpur, o IDX de Jacarta, o Ibovespa de São Paulo e os dois índices Nifty 50 e BSE Sensex de Mumbai.

  • O efeito Trump gerou um aumento de mais de meio ponto percentual nos juros das obrigações norte-americanas a 10 anos no mês que termina. O contágio provocou um movimento de alta mais significativo nos juros do Brasil, Portugal, Espanha, Itália e França. Fim da era do dinheiro barato para os estados se endividarem