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Inflação na zona euro continua a subir

A inflação terá subido 0,6% em novembro, segundo a estimativa rápida do Eurostat publicada esta quarta-feira. O processo de reflação tem sido contínuo desde junho. BCE realiza reunião de balanço do seu programa de compra de ativos na próxima semana

Jorge Nascimento Rodrigues

O processo de reflação, de subida da taxa de inflação, prosseguiu em novembro na Zona Euro. Segundo a estimativa rápida do Eurostat divulgada esta quarta-feira, a inflação este mês terá sido de 0,6% em termos homólogos, acima da registada em outubro, de 0,5%. A inflação anual tem estado a subir desde junho de 2016, quando saiu de terreno negativo. Uma nova estimativa pelo organismo de estatísticas da União Europeia será publicada a 16 do próximo mês.

Para este processo de reflação tem contribuído a subida dos preços nos serviços. A taxa de variação homóloga tem estado em 1,1% desde agosto. A variação homóloga diz respeito ao mesmo mês do ano anterior.

A influência da variação dos preços da energia tem sido importante, refletindo a situação internacional neste mercado. A taxa de variação nesta componente do índice foi negativa em novembro, os preços caíram 1,1%, mais do que em outubro, mas muito menos do que nos meses anteriores. Esta quarta-feira reúne-se em Viena a cimeira do cartel petrolífero, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A sua decisão para os próximos seis meses será decisiva para a flutuação dos preços do barril de crude e o seu impacto nos preços da energia.

A designada inflação subjacente, excluindo as variações de preços na alimentação, energia, álcool e tabaco, terá sido de 0,8% em termos homólogos em novembro.

O Banco Central Europeu realiza a sua última reunião do ano a 8 de dezembro, na próxima semana, onde procederá a uma avaliação do programa de aquisição de ativos, que tem estado sob o fogo da crítica do ministro alemão das Finanças e do presidente do Bundesbank, banco central alemão. Ainda que a inflação na zona euro continue longe da meta oficial da política monetária do banco central (abaixo, mas próximo de 2%), o processo desde o final do primeiro semestre do ano tem sido de reflação. O quadro de inflação negativa e o risco de deflação ficaram para trás.

Esta quarta-feira foram, também, divulgadas as taxas de inflação para França e Itália. No hexágono, a inflação homóloga em novembro terá subido para 0,7%, depois de registar 0,5% no mês anterior. Na economia transalpina, a inflação subiu para terreno positivo, para 0,1%, depois de ter registado uma variação negativa, de -0,1%, no mês anterior. Itália registou inflação negativa entre fevereiro e agosto e depois em outubro.