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Oi: risco de falência de duas subsidiárias na Holanda

A brasileira Oi recebeu um avido dos administradores judiciais holandeses de que poderiam pedir a conversão de dois processos de suspensão de pagamento em processos de falência da Oi Brasil Holdings e da Portugal Telecom International Finance.

A brasileira Oi foi avisada pelos administradores judiciais holandeses de que poderão vir a pedir a conversão de dois processos de suspensão de pagamento em processos de falência.

A operadora brasileira, detida em 27,5% pela portuguesa Pharol (ex-Portugal Telecom), está em processo de reestruturação.

"A companhia acredita que caso venha a ser realizada tal conversão, tal evento não prejudicaria o seu caixa e as suas atividades operacionais e que tal conversão estaria restrita à jurisdição e leis holandesas", refere a Oi em comunicado divulgado esta terça-feira.

Em causa, estão dois processsos de suspensão de pagamentos das suas subisidiárias Oi Brasil Holdings e Portugal telecom International Finance, ambas em recuperação judicial.

A Oi também anunciou que participou numa audiência de mediação com o regulador brasileiro Anatel-Agência Nacional de Telecomunicações para encontrar uma solução para as dívidas em que a Anatel é credora da operadora.

Por outro lado, a Oi propôs no tribunal onde decorre a sua recuperação judicial uma proposta de recorrer à mediação para resolver créditos até 50 mil reais (20 mil euros), o que abrange 58 mil credores. A ser aceite, a proposta pode implicar o desembolso de até 783 milhões de reais (314 milhões de euros), diz a Oi.

E conclui, apontando que "todos estes factores indicam claramente que a Oi permanece empenhada na busca de um consenso para a aprovação de um plano de recuperação judicial que garanta a sustentabilidade, tendo incusivé sido iniciadas conversas com credores sobre potenciais alterações nos termos propostos para o Plano de Recuperação Judicial da companhia".