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Semana de ganhos nas bolsas. Wall Street alimenta exuberância financeira

As bolsas mundiais registaram ganhos de 1,38% na semana que findou. Nova Iorque voltou a ‘puxar’ pelos mercados financeiros com os índices em Wall Street a fixar novos máximos históricos. PSI 20 avançou 0,9%

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais voltaram a terreno positivo esta semana. O índice MSCI global registou uma subida de 1,38%, depois de uma ligeira perda, de 0,04%, na semana anterior.

A ‘puxar’ pelos ganhos esteve a praça de Nova Iorque, com o índice MSCI respetivo a subir 1,45%. Os principais índices do NYSE (a bolsa localizada em Wall Street) e do Nasdaq (a bolsa das tecnológicas em Nova Iorque) fixaram, esta semana, novos máximos históricos. As bolsas norte-americanas estiveram fechadas na quinta-feira por ser feriado de Ação de Graças e a meio gás na sexta-feira.

Todos os principais índices MSCI registaram ganhos, com exceção do índice para os mercados fronteira (22 países em desenvolvimento que, ainda, não são considerados emergentes) que perdeu 0,34% durante a semana.

Os mercados emergentes tiveram uma boa semana; o índice MSCI respetivo subiu 1,33%. Os dois principais índices da bolsa de Moscovo, o iBovespa de São Paulo, o índice saudita Tadawul de Riade e o DJ de Xangai tiveram subidas superiores a 2%.

Os índices para a Europa e para a Ásia Pacífico registaram avanços de 1,28% durante a semana. Na Ásia, a bolsa de Tóquio esteve encerrada n quarta-feira por ser feriado no Jpaão.

As bolsas da zona euro com melhor desempenho foram as de Helsínquia, com o índice OMX a subir 2,1%, Bruxelas, onde o índice Bel 20 avançou 1,92%, e Atenas com o índice geral a registar um ganho de 1,87%. A marcar a semana na Grécia a decisão da agência Moody's em subir a perspetiva do sector bancário helénico de negativa para estável. O índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, ganhou 0,94% em termos semanais. Na Europa, a pior foi Zurique, com o índice SMI em terreno negativo.

Nova Iorque já ganhou mais de 4% em novembro

Recorde-se que, na primeira semana do ‘efeito Trump’ (com as eleições presidenciais norte-americanas a decorrer a uma terça-feira e os resultados a provocarem um ‘choque’ na sessão seguinte), o índice MSCI mundial registou um avanço de 2,2% e Nova Iorque ‘puxou’ pelos resultados globais com um ganho de 3,7%. Então, os mercados emergentes sofreram um ‘choque’ violento, perdendo 3,5% durante essa semana.

Desde início do mês, as bolsas de Nova Iorque já registaram um ganho de 4,05%, segundo o índice MSCI respetivo. Entre os principais índices "regionais" e por grupos de economias, é o único que está em terreno positivo e refletindo uma clara 'exuberância' financeira.

Os principais perdedores desde início do mês são os mercados emergentes. O índice MSCI respetivo afundou-se 5,45%. Os índices MSCI para a Ásia Pacífico, Europa e mercados fronteira já caíram este mês 2,37%, 2,24% e 1,2% respetivamente. Para o final do mês de novembro faltam, apenas, três sessões na próxima semana. O efeito dos resultados - incertos - do referendo constitucional em Itália (que decorrerá a 4 de dezembro) só se farão sentir na semana seguinte em que decorrerá a última reunião do ano do Banco Central Europeu com o balanço do programa de compra de ativos na agenda.

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