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Wall Street fecha com novos recordes do Dow Jones e S&P500

A bolsa de Wall Street vai estar fechada na quinta-feira, dia em que se celebra a festa familiar da Ação de Graças, e na sexta-feira reabre para uma sessão reduzida a metade

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com o Dow Jones e o S&P 500 a fixarem novos recordes, enquanto o Nasdaq, pelo contrário, fechou a desvalorizar, na véspera do feriado do Dia da Ação de Graças.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average valorizou 0,31% (59,31 pontos), para as 19.083,18 unidades, um novo máximo, depois de na véspera ter encerrado pela primeira vez acima dos 19 mil pontos.

Com uma dominante tecnológica, o Nasdaq, depois de ter batido o seu recorde na terça-feira, fechou a perder 0,11% (5,67), para as 5.380,68 unidades.

O índice alargado Standard & Poor’s 500 avançou apenas 0,08% (1,78), para os 2.204,72 pontos, mas foi o suficiente para registar mais um máximo histórico.

Porém, como notou Bill Lynch, de Hinsdale Associates, os investidores permaneceram “próximos do ponto de equilíbrio”, com variações reduzidas, o que também se traduziu “em volumes (de transações) limitados”, com muitos dos operadores de mercado já ausentes, devido a um fim de semana com pouco movimento.

Com efeito, a bolsa de Wall Street vai estar fechada na quinta-feira, dia em que se celebra a festa familiar da Ação de Graças, e na sexta-feira reabre para uma sessão reduzida a metade.

Amaciada por esta perspetiva, a praça nova-iorquina assistiu contudo à divulgação de numerosas notícias, sublinhou Lynch, que as considerou favoráveis no seu conjunto.

Os investidores ficaram a saber que as encomendas de bens duradouros tinham subido em outubro e que a confiança das famílias esteve em nítida alta nesse mês.

Por outro lado, souberam de uma subida das inscrições no desemprego e uma descida da venda de casas novas em outubro, mas relativizaram netas estatísticas, porque não pareceram indicar qualquer reversão de tendências positivas.

Por fim, a divulgação da ata da reunião anterior do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed), “deixa pensar que reina o consenso quanto a uma subida das taxas de juro (decidida) na reunião de dezembro”, acrescentou Lynch.

Esta ideia não tem nada de surpreendente para os investidores, que não duvidam desta decisão, em particular depois da eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA.

Não apenas as intenções de relançamento de Trump parecem deixar à Fed o campo aberto para apressar a sua política de endurecimento monetário (subida das taxas), como têm desempenhado um grande papel na forte tendência de subida de Wall Street, desde há duas semanas, que colocam os índices em níveis recordes consecutivamente.

A este título, hoje, os valores industriais e financeiros, com peso relevante no índice Dow Jones, registaram bons desempenhos, enquanto setores como tecnologia ou saúde permaneceram com problemas, o que explicou o desempenho diferente entre índices.

“Isto parece indicar uma focalização na economia norte-americana”, com os valores industriais a seguirem uma tendência de beneficiar com uma conjuntura favorável, em contraste com os setores menos expostos como a tecnologia, avançou Jack Ablin, do BMO Private Bank.