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Dombrovskis sobre recapitalização da CGD: Cabe ao Governo decidir o 'timing' e assegurar regresso à rentabilidade

OLIVIER HOSLET / EPA

Vice-Presidente da Comissão Europeia diz que cabe ao Governo decidir quando avança com a recapitalização, mas alerta que o processo tem de ter em conta cortes nos custos e a viabilidade do banco a longo prazo

A Comissão está a acompanhar de perto o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos mas, de acordo com o Vice-Presidente Valdis Dombrovskis, não fez qualquer proposta para que fosse feita este ano ou no próximo. “Não posso comentar a questão do timing porque cabe ao Governo português decidir quando é que segue em frente (com a recapitalização)”, disse em entrevista à SIC e ao Expresso.

Dombrovskis recorda que, em agosto, a Comissão – através da Direção-Geral da Concorrência – chegou a um acordo de princípio com as autoridades portuguesas, permitindo que a recapitalização fosse feita em condições de mercado.

O Vice-Presidente que tem em mãos a pasta do Euro, Estabilidade Financeira e Serviços Financeiros volta também a falar de um aviso: “Não é apenas a capitalização, mas há também (que ter em conta) a profunda racionalização do banco, os cortes de custos e o regresso a níveis adequados de rentabilidade. São questões em que as autoridades portuguesas estão a trabalhar”.

Quanto ao impacto da recapitalização da CGD nas contas públicas, a possibilidade de fazer aumentar o défice no próximo ano existe, mas ainda não é certa e vai depender da classificação do Eurostat, o gabinete europeu de estatística.

Em qualquer dos casos, Valdis Dombrovskis diz que Bruxelas está disponível para dialogar com o Governo e “avaliar potenciais implicações orçamentais assim que houver um modelo concreto para avançar com a recapitalização”.