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BPI sobe no dia em que se vota a redução da exposição a Angola

Rui Duarte Silva

Os investidores desvalorizam a possibilidade de impugnação da deliberação da Assembleia Geral do BPI desta quarta-feira, onde será votada a venda de 2% do Banco Fomento de Angola à Unitel, operadora liderada por Isabel dos Santos

As ações do BPI estão a valorizar 0,09% para 1,13 euros, um sinal de que os investidores não estão a dar grande importância à possibilidade de a Assembleia Geral (AG) desta quarta-feira, onde será votada a venda de 2% do Banco de Fomento de Angola (BFA) à Unitel, venha a ser impugnada pelo grupo Viola ou pequenos acionistas. "Mesmo que a AG seja impugnada, será sempre um contratempo temporário. Creio que o mercado está tranquilo em relação a essa possibilidade", diz ao Expresso um analista de um banco de investimento.

Há pequenos acionistas do BPI que estão contra os contornos da operação que leva à redução da participação do BPI no BFA, e que ameaçam impugnar as deliberações da reunião. Argumentam que são contrários aos interesses do banco liderado por Fernando Ulrich e que são uma benesse a Isabel dos Santos, acionista e presidente da Unitel, que passará a deter o controlo do BFA.

Por isso, admitem impugnar a deliberação da votação da venda de 2% do BPI no BFA à Unitel se esta for aprovada. Os acionistas que estão dispostos a abrir esta nova frente de batalha são o grupo Violas e quatro pequenos acionistas, representados pela ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais. Porém, o grupo Violas, que controla 2,6% do BPI, não está concertado com os quatro pequenos acionistas, que detêm, cada um, entre 10 mil e 100 mil ações do BPI – e que correm em pista paralelas.

A família Violas defende que o banco espanhol Caixabank, os angolanos da Santoro e do BIC e a alemã Allianz não podem votar na Assembleia Geral porque há conflitos de interesse, uma vez que têm interesse direto no negócio.