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CDS contra “opacidade” da passagem da Carris para Câmara em clima eleitoral

Tiago Miranda

Vereador centrista na Câmara de Lisboa contesta “a opacidade” do memorando que suporta a municipalização da Carris, que impede que se saiba “quem é que vai pagar” as “boas notícias” vindas a público sobre o reforço do serviço de autocarros na capital

O vereador do CDS na autarquia lisboeta defende que o acordo entre o município e a Carris foi assinado em clima eleitoral, sem aprovação pela Câmara Municipal. Devido à "opacidade deste processo", João Gonçalves Pereira esteve ausente da cerimónia realizada esta manhã no Muser da Carris, em Lisboa.

"Fui convidado, comuniquei que não iria porque não tinha conhecimento do acordo que está a ser celebrado. Entendo que está ser feito ao contrário, devia ter sido aprovado em Câmara e depois assinado", afirmou à Lusa o vereador.

O eleito centrista na Câmara de Lisboa defende que "a opacidade deste processo" impede que se saiba "quem é que vai pagar" as "boas notícias" vindas a público sobre o reforço do serviço de autocarros na capital. "Espero que as boas notícias que vieram hoje a público, uma vez que são feitas em contexto de campanha eleitoral, não sejam nos mesmos termos em que o engenheiro Sócrates falou do cheque-bebé, que não foi recebido por nenhuma família", afirmou.

"Estamos a pouco mais de um mês de a Carris passar para o município e os vereadores não têm conhecimento dos termos do acordo, quem é que vai pagar todas estas boas notícias, qual é que é o modelo de gestão", reforçou João Gonçalves Pereira.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, anunciou esta manhã um reforço de 250 novos autocarros nos próximos três anos para a cidade, num investimento de 60 milhões de euros. Na cerimónia de assinatura do memorando da passagem de gestão da rodoviária Carris para a Câmara Municipal de Lisboa, o autarca anunciou ainda passes gratuitos para todas as crianças até aos 12 anos (a partir de fevereiro de 2017) e descontos para os idosos, além da criação de uma "rede de bairros", onde serão criadas carreiras para ligar os principais pontos de cada zona (escolas, mercado, Centro de Saúde, etc).