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Grupo Fosun alarga investimento em Portugal depois da Fidelidade e Luz Saúde

Até agora, o grupo já tinha investido em Portugal quase 1.500 milhões de euros, detendo a seguradora Fidelidade, o grupo Luz Saúde e uma participação de 5,3% na REN - Redes Energéticas Nacionais

O grupo chinês Fosun, que hoje anunciou ter investido 174,6 milhões de euros para ser o maior acionista do banco BCP, foi fundado em 1992 e detém já em Portugal a Fidelidade e a Luz Saúde.

Até agora, o grupo já tinha investido em Portugal quase 1.500 milhões de euros, detendo a seguradora Fidelidade, o grupo Luz Saúde e uma participação de 5,3% na REN - Redes Energéticas Nacionais.

No ano passado foi também um dos candidatos à compra do novo Banco, até as negociações terem sido suspensas pelo Banco de Portugal.

O presidente do grupo Fosun, Guo Guangchang, caiu 11 lugares na lista dos maiores multimilionários chineses, ficando na 28.ª posição, segundo o centro de investigação Hurun.

A fortuna pessoal de Guangchang, de 49 anos, recuou 1.160 milhões de dólares (1.052 milhões de euros), para 6.640 milhões de dólares (6.023 milhões de euros), no espaço de um ano, segundo a informação divulgada pelo centro Hurun no mês passado.

A queda de 15% ocorre num período em que o grupo Fosun anunciou planos para vender seis mil milhões de dólares em ativos, até ao final de 2017.

Guo é também um dos 42 multimilionários com assento no principal órgão de consulta do Partido Comunista Chinês e do Governo da China.
Desde 2010, que o consórcio tem investido largos milhões diversificando as suas participações em empresas estrangeiras e em diversos setores (saúde, imobiliário, turismo e indústria farmacêutica).

Em 2015 acrescentou à sua carteira o Cirque du Soleil e concluiu a compra do emblemático Club Med.

Em julho passado o grupo avançou com uma proposta por 16,7% do capital do BCP e hoje a instituição anunciou num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que o negócio foi aprovado após meses de negociações.

"Portugal fez uma transição transição política estável e o novo Governo assegurou o bom ambiene para os investidores", afirmou Guo Guangchang, numa conferência com empresários chineses em Pequim, na presença do primeiro-ministro António Costa, em outubro.
"Estas são qualidades que reforçam a nossa confiança em Portugal", acrescentou.