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Auditor força BCP a registar mais imparidades

O presidente do BCP, Nuno Amado, acredita que as condições para se avançar com a entrada da Fosun no capital do banco podem ficar resolvidas dia 21

Marcos Borga

A atual conjuntura e a mudança de auditor pressionaram o banco a contabilizar mais perdas

Após 30 anos com o mesmo auditor, o BCP antecipou-se à obrigação de mudar quem fiscalizava as suas contas. A KPMG foi substituída pela Deloitte, uma decisão que, para já, levou ao disparar das imparidades que ocorreram no terceiro trimestre do ano. A Deloitte entrou no banco mais perto do final do primeiro semestre e o trabalho realizado acaba por estar revertido nos primeiros nove meses do ano quando o BCP espantou o mercado ao apresentar €870,2 milhões de imparidades de crédito líquidas de recuperações (o que representou mais 41,8% face a setembro de 2015) e outras provisões e imparidades no montante de €242,8 milhões (mais 107,5% face a igual período de 2015). Uma subida que influenciou os resultados. Nos primeiros nove meses de 2015 o BCP tinha registado um lucro de €264,5 milhões e em igual período de 2016 contabilizou prejuízos de €251,1 milhões.
Segundo apurou o Expresso, a Deloitte terá exigido uma política de provisionamento mais conservadora do que a que era seguida pela administração até então. Para isso contribuiu a forte exposição da carteira de crédito do banco à construção e ao imobiliário, a empresas que ainda atravessam dificuldades, não só em Portugal como no mercado angolano e moçambicano. Um processo que não foi pacífico dentro do banco mas que acabou com a auditora a levar em frente a sua posição.

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