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136 mil jovens sem estudar, trabalhar ou procurar emprego

Licenciados ganham o dobro dos trabalhadores apenas com o 9º ano. Mas, mesmo assim, há 18 mil jovens ‘nem-nem’ com curso superior que estão inativos

Luis Barra

Jovens com menor formação sofrem mais. Rendimento dos licenciados ao nível de 2002

O conceito ‘nem-nem’ não é um conceito estatístico oficial mas permite resumir, de forma clara e imediata, a situação em que milhares de jovens se encontram: nem estudam, nem trabalham. Eram 301,7 mil no terceiro trimestre, de acordo com os dados trimestrais do emprego publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). São 16,8 mil a menos do que um ano antes. Só que, quando se olha com mais atenção para os números do INE, encontra-se um subgrupo destes ‘nem-nem’ que aumentou, ainda que ligeiramente. Trata-se de 136,4 mil jovens entre os 15 e os 34 anos que poderiam ser classificados ‘nem-nem-nem’: não estudam e não trabalham e nem sequer procuram emprego. Estão classificados como inativos, o que significa que, estando desempregados, não “tinham procurado ativamente um emprego remunerado” ou não estavam disponíveis para trabalhar.

Entre os ‘nem-nem’ inativos, cerca de metade tem baixas qualificações. Segundo dados mais detalhados fornecidos ao Expresso pelo INE, 70,7 mil tinham apenas o ensino básico (3º ciclo), correspondente ao 9º ano de escolaridade. E 77,6 mil tinham entre 25 e 34 anos. O que sugere que muitos destes inativos tem mais de 25 anos e, simultaneamente, reduzida escolaridade.

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