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Trabalhadores da Autoeuropa esperam “que não venha a haver conflitualidade na VW”

Nuno Botelho

António Chora, coordenador do grupo de trabalhadores da VW Autoeuropa, aguarda por mais informação sobre o plano anunciado esta sexta-feira pelo grupo alemão, de cortar até 30 mil apostos de trabalho a nível mundial. Os trabalhadores da Autoeuropa continuam a contar com o arranque da produção do novo modelo VW em Portugal, um SUV, em 2017

Os trabalhadores da Autoeuropa esperam que o plano de cortes de postos de trabalho na Volkswagen não gere conflitos no grupo, que tenta ultrapassar o escândalo das emissões, e está tranquilo que em Portugal a operação vai prosseguir como previsto, disse António Chora, coordenador da comissão de trabalhadores da fábrica de Palmela.

O fabricante alemão de automóveis anunciou esta sexta-feira um acordo com os trabalhadores para cortar até 30 mil postos de trabalho a nível mundial para gerar poupanças de 3,7 mil milhões de euros e investir na produção de veículos eléctricos e sem condutor.

António Chora aguarda ainda por informação sobre este plano, estando prevista para a semana de 5 de dezembro uma reunião entre representantes de trabalhadores e também com responsáveis da VW.

"Espero que não venha a haver conflitualidade no grupo", afirmou Chora.

O grupo alemão está a tentar recuperar do escândalo causado pela descoberta de que falsificava resultados de emissões dos seus veículos.

SUV no segundo trimestre

Na fábrica de Palmela é esperado o arranque da produção novo SUV da VW "no final do segundo trimestre de 2017", cujo lançamento está previsto para o final do primeiro trimestre.

A Autoeuropa empregava 3580 em 2015 na fábrica em Palmela que produz mais de 102 mil unidades, com um peso de 4% nas exportações nacionais, segundo dados da empresa.

A Autoeuropa tem em marcha um plano que prevê o recrutamento de entre 800 e 1.300 trabalhadores para reforçar a sua força laboral e preparar a unidade para a produção de um quarto modelo.

  • VW vai cortar 30 mil postos de trabalho a nível mundial

    "Este é um grande passo em frente, talvez o maior na história da empresa", afirmou o responsável da marca VW, que tenta recuperar do escândalo de emissões e quer investir no fabrico de veículos eléctricos e sem condutor. Só na Alemanha, o fabricante vai cortar 23 mil postos de trabalho. O acordo com os trabalhadores foi anunciado esta sexta-feira em conferência em Wolfsfurg.