Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Injeção de capital na Caixa Geral de Depósitos só em 2017

Mário Centeno confirmou esta sexta-feira que o reforço de capital do Estado no banco público só irá acontecer no próximo ano. Impacto no défice de toda a operação de recapitalização será decidida por autoridades europeias, lembra o ministro

A injeção de capital do Estado na Caixa Geral de Depósitos (CGD) só vai acontecer em 2017. A garantia foi dada esta sexta-feira pelo ministro das Finanças no Parlamento, onde está a ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública a propósito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017. “A capitalização da CGD é um processo em curso, que está aprovada, que tem um conjunto de medidas importantes para a CGD e irá decorrer – a injeção pública de capital – no ano 2017”, disse Mário Centeno aos deputados.

A entrada de dinheiro público no banco é apenas uma das partes do processo de recapitalização. Além de um montante até 2,7 mil milhões de euros de novo capital do Estado, há também a conversão de dívida contingente (CoCo´s) no valor de 960 milhões de euros, a incorporação da Parcaixa no valor de 500 milhões e ainda a emissão de dívida subordinada para privados de 1000 milhões de euros. O total ascende assim a 5,16 mil milhões de euros que, no entanto, serão utilizados gradualmente.

Os primeiros a avançar deverão ser a conversão das Coco´s, a emissão de dívida subordinada e a Parcaixa, mas não está definido um calendário. A operação de recapitalização poderá ter impacto no défice na parte do aumento de capital que sirva para cobrir prejuízos passados do banco.

Ontem, no Parlamento, a presidente do Conselho de Finanças Públicas , Teodora Cardoso, dava como certo o impacto no défice e apenas tinha dúvidas sobre o montante. O ministro das Finanças não dá certezas e remete para as autoridades europeias que terão a última palavra: “Impacto no défice será avaliado e analisado em conjunto com as autoridades europeias”.