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Neeleman diz que TAP não avançou com novas rotas por falta de espaço no aeroporto

Acionista da TAP defende que "somos uns idiotas, não fazemos mais pelo turismo por não termos espaço no aeroporto" e apela para a resolução "rápida deste problema pelos políticos"

A TAP queria abrir em 2017 "duas novas rotas para os Estados Unidos e seis para a Europa, além de ter mais oito aeronaves", mas o projeto foi 'chumbado' pelo aeroporto de Lisboa a pretexto de não ter mais espaço, avançou David Neeleman, acionista da TAP, no congresso da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em Ponta Delgada, nos Açores.

"Estou muito preocupado com a questão do aeroorto de Lisboa, que vos afeta a todos nesta sala e deviam gritar todos muito alto para ser resolvido", salientou Neeleman, interpelando a plateia de hoteleiros e quadros turísticos. "Somos uns idiotas, há gente a querer vir para Portugal e não fazemos mais pelo turismo porque tudo termina com isto: não temos espaço no aeroporto". E lança o apelo para "a resolução rápida deste problema pelos políticos".

Face ao aumento da capacidade aérea da TAP para a América do norte, Neeleman lebrou que "70% destes nossos passageiros não param em Portugal", e que o esforço de promoção do país deve ser feito para que "no mínimo, mais 100 mil destas pessoas por ano possam parar em Portugal".

Com os novos aviões da TAP que vão chegar em 2017, "vamos ter a melhor frota da Europa", garantiu Neeleman. "E com os novos aviões, que tornam o custo da viagem muito mais baixo, podemos ter muito mais voos para os Estados Unidos, para JFK ou Boston, mas também abrir em Washington, Toronto, Montreal ou Harvard".

Os atuais 25 voos semanais para os Estados Unidos, "facilmente podem chegar a 70, tantos quantos temos para o Brasil", frisou ainda Neeleman. "Mas para isso é preciso baixar os custos do aeroporto e que o país seja mais eficiente".

Segundo David Neeleman, é fundamental que o aeroporto do Montijo possa estar aberto em 2017, mesmo como "estrutura temporária".

"Fernando Pinto salvou a TAP"

"Portugal fica longe de tudo, mas fica mais perto que qualquer outro local na Europa para a América do Sul ou Estados Unidos, é um local ótimo para fazer um hub", salientou David Neeleman.

"Fiquei interessado (na privatização da TAP) pelo tráfego criado pelo Fernando Pinto, mas vi a falta de serviço para os Estados Unidos. É incrível", salientou ainda.

"O Fernando Pinto salvou a empresa pelo que fez nas ligações que fez para o Brasil, sem isso a TAP já tinha morrido", concluíu David Neeleman.