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Governo avança com a municipalização da Carris

João Carlos Santos

O Governo vai assinar na próxima segunda-feira o Memorando de Entendimento sobre o novo modelo de gestão da Carris, que enquadra a municipalização da empresa

A Carris volta a ser uma empresa autónoma a 1 de janeiro de 2017 - tal como acontecerá com o Metropolitano de Lisboa, a Transtejo e a Soflusa, que deixam de ser controladas pela Transportes de Lisboa - mas antes disso, já a partid da próxima segunda-feira, o Governo define o modelo de gestão que vai assegurar a municipalização da empresa que gere os autocarros de Lisboa. Segundo fonte do Governo, na próxima segunda-feira é assinado o Memorando de Entendimento entre a Câmara Municipal de Lisboa, o Estado e a Carris que permitirá avançar com a gestão municipal dos serviços de autocarros e elétricos da Carris.

O primeiro passo neste processo já foi dado pela promulgação feita pelo Presidente da República do novo diploma legal que revogou os decretos-lei do anterior Governo de Passos Coelho que enquadravam a acumulação de funções dos membros da administração da Carris, Metropolitano, Transtejo e Soflusa. A Transportes de Lisboa deixa de gerir estas empresas (num processo em que o anterior Governo reduziu o número de administradores de 13 para cinco).

O Memorando de Entendimento que será assinado na próxima segunda-feira enquadra o novo modelo de gestão da Carris, vinculando os administradores da empresa, os responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa e os representantes do Estado (entre os quais, a equipa do Ministério do Ambiente, que tutela diretamente a Carris).