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Calçado vai bater recorde nas exportações

LUCÍLIA MONTEIRO

É o sétimo recorde consecutivo nas vendas da fileira ao exterior

Entre janeiro e setembro, as exportações da indústria portuguesa de calçado somaram 60 milhões de pares e 1685 milhões de euros. Com este crescimento de 3,7% face ao mesmo período de 2015, o sector espera bater este ano o seu sétimo recorde consecutivo nas exportações.

Desde 2009, a fileira registou um crescimento de 55% nas suas exportações e criou 9200 postos de trabalho, empregando, atualmente, mais de 43 mil pessoas.

No ano passado, a indústria portuguesa de calçado exportou 1860 milhões de euros e 79 milhões de pares de sapatos para 152 países. E a provar que a dinâmica de crescimento é para manter, as suas empresas já submeteram 78 projetos de investimento, no total de 33 milhões de euros, no âmbito do Portugal 2020.

As 24 horas da Kyaia

No caso da Kyaia. o maior grupo português de calçado, com 11 empresas e o domínio de toda a cadeia de valor da fileira, a dinâmica de crescimento é suportada pelo investimento contínuo em inovação e tecnologia, como o HSSF High Speed Shoe Factory, um projeto que teve como objetivo conceber, desenvolver e implementar um novo modelo de fábrica de calçado de forma a permitir responder aos clientes em 24 horas, com produção unitária par a par, sem stocks, vender na internet, trabalhar pequenas encomendas, repor produtos nas lojas e fabricar amostras rapidamente.

O sistema, já a funcionar em pleno nas unidades de Guimarães e Paredes de Coura, foi desenvolvido em consórcio com outras empresas e entidades, permitindo, de acordo com a direção do grupo, "ganhos significativos de produtividade e flexibilidade" que poderão ser agora replicados noutras empresas, o que justifica esta tarde a abertura das portas da fábrica de Paredes de Coura para uma ação de demonstração,

A investir em média 1,5 milhões de euros por ano, a Kyaia espera duplicar o seu volume de negócios de 60 milhões de euros na próxima década, apoiada em marcas como a Foreva, a Fly London e a Softinos, a par da conquista de três novos mercados por ano. A empresa quer também um lugar entre os cinco maiores produtores de sapatos da Europa.