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Empresas angolanas preparam estreia de cotação em bolsa

A administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola, Vera Daves, disse esta terça-feira que "meia dúzia" de empresas nacionais, de seguradoras à distribuição, estão a preparar-se para serem cotadas em bolsa

O início da cotação de empresas angolanas em bolsa só depende das próprias interessadas, registando-se já as primeiras adesões ao programa operacional de preparação para o mercado acionista, tendo em conta as regras de admissão, adiantou esta terça-feira a administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola, Vera Daves.

"No fundo candidataram-se para serem diagnosticadas, para perceberem quais são as suas fragilidades em termos de governação corporativa, report financeiro'. Para a partir daí elas próprias fazerem um esforço de estarem em conformidade com as regras definidas para o efeito [passarem a ser cotadas em bolsa]", explicou a administradora executiva da CMC.

Vera Daves falava aos jornalistas à margem da inauguração, em Luanda, do Mercado de Bolsa, que a partir de hoje passou a permitir a compra e venda, em tempo real, de Títulos do Tesouro, emitidos pelo Estado angolano mas prevendo o posterior alargamento à emissão de dívida pelas empresas.

Trata-se de um mercado gerido pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), uma sociedade de capitais exclusivamente públicos, criada em 2014 para operacionalizar e gerir os mercados regulamentados de valores mobiliários, no âmbito da CMC.

"O desafio agora será surgirem outros tipos de emitentes, empresas, que podem emitir tanto obrigações corporativas, como ações. A nossa ambição é trabalhar, incentivar, para surgirem mais emitentes, para além do Estado. Do ponto de vista regulatório, da infraestrutura, tecnológica e institucional, está tudo pronto", acrescentou a administradora executiva da CMC.

Admitiu que empresas angolanas do setor dos seguros, das telecomunicações ou da distribuição e retalho estão na corrida à estreia na cotação da bolsa de Luanda, mas ainda sem datas concretas.

"É um pequeno número de empresas, é verdade, mas continuamos a sensibilizar outras empresas para se chegarem à frente neste primeiro passo. Depende da decisão das próprias empresas, quando decidirem que é o momento e querem pedir a admissão à cotação, podem fazê-lo, a todo o momento. Depende mais do tempo e dos recursos que as empresas decidam investir para o fazer. Já ultrapassa a nossa competência, a nossa capacidade", concluiu Vera Daves.

Paralelamente, foi lançada hoje a Central de Valores Mobiliários de Angola, uma unidade orgânica da BODIVA que ficará "responsável pela custódia, compensação e liquidação dos títulos transacionados nos mercados regulamentados".