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Presidente do IGCP diz que “existem condições” para novo leilão de Obrigações do Tesouro

Cristina Casalinho comenta a subida dos juros da dúvida no mercado secundário e afirma que existem “neste momento” condições para Portugal voltar a colocar dívida no mercado. O IGCP tem previsto mais um leilão de Obrigações do Tesouro até ao final deste ano

Portugal tem previsto um último leilão de Obrigações do Tesouro (OT) até ao final do ano e vai "executá-lo se as condições de mercado permitirem", afirma Cristina Casalinho, presidente da Agência para a Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). "Neste momento, as condições existem", diz ao Expresso a presidente do IGCP.

O mercado de dívida soberana tem sido assolado por uma forte onda de vendas, perante a perspetiva de uma inflação mais elevada nos Estados Unidos, na sequência da vitória de Donald Trump nas presidenciais norte-americanas da semana passada.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão hoje acima dos 3,6%, o valor mais alto em seis meses. "A subida das taxas é um movimento geral do mercado. Portugal tem-se comportado em linha com os restantes periféricos, com comportamento próximo de Espanha", assegura Casalinho. E acrescenta: "Temos previsto mais um leilão até ao final do ano e vamos executá-lo se as condições de mercado permitirem."

Numa nota aos investidores divulgada a 21 de outubro último sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2017, o IGCP apontava para um montante de 2 mil milhões de euros em obrigações a obter até ao final de 2016.

A 26 de outubro colocou mil milhões de euros de obrigações a cinco anos com juros mais baixos que na anterior emissão. O Commerzbank espera que Portugal coloque esse montante através de um novo leilão de OTs com maturidade em outubro de 2022 e julho de 2026.

Em termos de Bilhetes do Tesouro, o IGCP realiza esta quarta-feira, 16 de novembro, um leilão de duas linhas a seis e 12 meses no montante indicativo entre 1250 milhões de euros e 1500 milhões de euros.