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Oi insiste nas perdas: €298 milhões no trimestre

Os primeiro resultados da Oi após o pedido de recuperação judicial traduzem perdas pesadas

A brasileira Oi, detida em 27% pela portuguesa Pharol (ex-PT SGPS), apresentou esta quinta-feira os primeiros resultados operacionais após o pedido de recuperação judicial. As receitas caíram 5% face ao ano anterior e o prejuízo líquido atingiu os 1000 milhões de reais ((298 milhões de euros), idêntico ao registado no terceiro trimestre de 2015.

A receita da operadora ascendeu a 6, 4 mil milhões de reais (1,8 mil milhões de euros), uma queda anual de 6,3%.

A empresa explica que, no Brasil, a receita foi afetada "pelo corte das tarifas reguladas de interconexão e de ligações fixo-móvel, pela redução da base de clientes e pela queda nos recarregamentos no pré-pago".

A Oi fechou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de 41,2 mil milhões de reais (11,658 mil milhões de euros), uma redução de 0,5% face ao trimestre anterior. No entanto, os investimentos de mil milhões de reais aumentaram 14% face a 2015.

Segundo o presidente executivo, Marco Schroeder, estes resultados "demonstram que não será necessária a intervenção na empresa da Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações" , o regulador brasileiro.

Em junho, a Oi anunciou que iria avançar para recuperação judicial depois de não ter chegado a acordo com os credores.