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O trimestre correu bem ao Novo Banco. Lucro de €3,7 milhões, o primeiro da sua vida

Novo Banco estrea-se nos lucros, corta 3,1 mil milhões de euros na carteira de crédito e 145 milhões nos custos operacionais e e já rescindiu com 1062 assalariados

O terceiro trimestre correu bem ao Novo Banco. O banco presidido por António Ramalho estreou-se nos lucros, com um resultado de 3,7 milhões de euros. É poucochinho, mas traduz uma franca melhoria por interromper uma série negra de perdas. É o primeiro lucro da sua curta vida.

No primeiro trimestre, o prejuízo fora de 249 milhões, reduzido no segundo para 113 milhões. Desde a fundação, o Novo Banco regista uma média de perdas de 250 milhões por trimestre.

Esmiuçando os números divulgados esta quinta feira, verifica-se que o banco cortou até ao fim de setembro 3,1 mil milhões na carteira de crédito, reforçou as provisões com mais 762 milhões, aplicou 110 milhões em 1062 rescisões e cortou os custos operacionais em 24%.

Resultado operacional de 217 milhões

Até ao fim de setembro, o resultado acumulado, apesar de atenuado, permanece no vermelho - 359 milhões de euros. No mesmo período de 2105, a desgraça fora maior - 418 milhões.

O resultado operacional foi positivo em 217,7 milhões de euros, um forte avanço face aos 26,4 milhões no mesmo período de 2015.

A evolução no 3º trimestre "é positivamente influenciada pela função fiscal", mas é castigada ainda pelo "elevado nível de provisionamento", refere o banco em comunicado. Na atividade corrente, o desempenho "beneficia da melhoria do produto bancário e da fortíssima redução de custos operacionais".

No final de Setembro, o produto bancário acumulado situou-se em 667, 7 milhões (+7,5%), beneficiando de um crescimento de 29% na margem financeira.

Corte de 3,1 mil milhões na carteira de crédito

Se a palavra de ordem é desalavancar o balanço, especialmente na carteira internacional, o Novo Banco refere que cortou 3,1 mil milhões na carteira de crédito.

Do lado dos depósitos, o acumulado de 24,7 milhões traduz uma redução de 2,7 mil milhões face ao fim de 2015. Mas, há uma subtileza. Os depósitos de clientes "no segmento de retalho registaram um crescimento superior a 800 milhões", uma evolução "muito positiva que ilustra um claro sinal de consolidação da confiança" no banco.

Mais provisões, menos custos

A equipa de António Ramalho reservou 762,6 milhões para provisões (mais 298 milhões face ao mesmo período de 2015), continuando com a limpeza de ativos duvidosos. As imparidades distribuem-se pelo crédito (425,8 milhões), títulos (113,7 milhões) e mais 110,6 milhões para custos de reestruturação.

Os custos operacionais situaram-se em 449 milhões, uma redução de 24,3% face ao período homólogo de 2015.

O banco diz que "optou por antecipar os objetivos fixados para 2016 pelo plano de reestruturação". A redução anunciada de pessoal foi atingida em Setembro - menos 1062 colaboradores, superando a estimativa de 1000. A redução de custos operacionais também já está garantida - menos 145 milhões face uma estimativa anual de 150 milhões. E a rede comercial ficará reduzida a 540 balcões - o plano apontava para 550 balcões.