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Mercados ajustam-se à era Trump

O índice bolsista norte-americano Dow Jones atingiu novo máximo histórico. Os juros das obrigações soberanas dispararam. Os investidores reorganizam-se no novo mundo da era Trump. As portuguesas EDP e EDP Renováveis somam perdas elevadas.

Uma onda de vendas nas obrigações soberanas e um máximo histórico no índice bolsista norte-americano Dow Jones marcam o ajuste dos mercados no segundo dia da era Trump.

Os investidores acreditam que o novo presidente dos Estados Unidos terá políticas 'amigas' dos mercados, dos bancos e antecipam mais investimento.

O setor financeiro está entre os vencedores desta nova era. Entre os perdedores, os setores de energias renováveis estão entre os que mais sofrem, tal como o peso mexicano e o real.

Os mercados acionistas na Europa e nos EUA arrefeceram do entusiasmo registado inicialmente na sessão desta quinta-feira. Mas o sentimento mantém-se positivo em muitos setores que são vistos como podendo lucrar com as políticas do novo presidente dos EUA, Donald Trump.

O índice STOXX Europe 600 recuou 0,27% pressionado por alguns setores, como o das energias renováveis. O índice português PSI-20 caiu 1,74% com a EDP Renováveis a descer 5,82% e a EDP a recuar 4,96%, liderando as perdas em Lisboa.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones sobe 0,9% enquanto S&P 500 recua 0,13% e o Nasdaq perde 1,3% (17H20).

No mercado de dívida soberana, o dia foi marcado por uma forte onda de vendas. Os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos sobem 3,5% para 3,4%, segundo dados da Bloomberg.

"Os mercados obrigacionistas estão a ajustar a perspetivas de inflação e juros mais altos no dólar. Portanto, as obrigações de maturidade mais alargada tenderão a ser mais perdedoras", explica Filipe Garcia, economista da IMF-Informação de Mercados Financeiros.

"Nas ações o cenário é mais otimista porque se entende que a presidência Trump será benigna para os negócios", afirma.

No centro deste reajuste, "os mercados emergentes podem ser penalizados com a subida do dólar e isso explica porque moedas como o real ou o peso mexicano estão a perder de forma relevante".

O euro avança 0,26% para 1,0882 dólares.

A cotação do Brent desceu 1,21% para 45,80 dólares o barril.