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Nuno Amado: “Proposta da Fosun ainda está em análise por diversas entidades”

BCP pediu adiamento de alterações à blindagem de estatutos por causa da falta de alguns “alinhamentos de princípio e de interesses”

O presidente do BCP disse esta quarta-feira que o adiamento da votação do ponto sobre a alteração da blindagem dos estatutos de 20% para 30% na Assembleia Geral (AG) para dia 21 de novembro acontece porque se estão a discutir um conjunto de "alinhamento de condições, interesses e situações de diversas entidades, para que se possa tomar uma decisão".

Esta situação decorre de "haver um conjunto de aspetos que estão a ser trabalhados,", entre os quais "ao nível da supervisão", referiu Nuno Amado na conferência de apresentação de resultados do banco. O BCP registou prejuízos de 251,1 milhões de euros até setembro, quando em igual período de 2015 obteve lucros de 264,5 milhões de euros.

O banqueiro aproveitou no entanto para dizer que está tudo encaminhado e que as negociações estão no bom caminho, esperando que até dia 21 de novembro quando se retomar os trabalhos agora suspensos haja "condições para se alterar a blindagem de 20% para 30%".

Recorde-se que esta é uma das últimas condições exigidas pela Fosun para entrar no capital do BCP, numa primeira fase com 16,7%, o que representará uma injeção de capital de cerca de 240 milhões de euros, mas cuja intenção será chegar aos 30% do capital do banco.

Entre as condições colocadas pela Fosun, que em Portugal detém a Fidelidade e a Luz Saúde, já foram ultrapassadas três. A fusão de ações (75 passaram a valer uma ação), não haver necessidade do reconhecimento contabilístico imediato de potenciais contribuições futuras para o Fundo de Resolução e a entrada de pelo menos dois novos administradores para o conselho de administração.

Ficam a faltar as autorizações das autoridades europeias, nomeadamente do Banco Central Europeu.

Quanto à notícia da intenção de reforço da posição no capital do BCP por parte da Sonangol, acima dos 20%, Nuno Amado não comenta e remete a questão para o acionista em causa.