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Mercados em choque tentam digerir vitória de Trump

Getty

Depois do choque inicial à vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos EUA, os mercados recuperam esta quarta-feira. A expectativa de uma subida de taxas de de juro nos EUA em dezembro recuam de 86% para cerca de 50%

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos Estados Unidos fez tremer os mercados, levando as Bolsas a afundar e os juros da dívida soberana da periferia na Europa a subir esta quarta-feira perante o aumento de incerteza.

Mas os mercados tentam agora agora uma recuperação, reduzindo as perdas iniciais desta manhã, tentando digerir o abalo provocado pela vitória inesperada do candidato Republicano que pretende rever acordos comerciais e adoptar uma política mais proteccionista.

As expetativas de uma subida das taxas de juro nos EUA em dezembro recuaram da casa dos 86% para cerca de 50%, o que ajuda a reduzir as perdas nas Bolsas.

"A ideia era de que uma vitória de Trump poderia levar a quedas de 8% a 10% nas Bolsas e não estamos a ver isso. O discurso de aceitação nos EUA ajuda a reduzir o impato do choque causado pela vitória de Trump", afirma Steven Santos, gestor do BiG.

"E o facto de estarem a descer a perspetivas de uma subida das taxas de juro nos EUA em dezembro ajuda as Bolsas", refere.

Nos EUA, os futuros do índice S&P 500 descem 2% apontando para uma abertura em queda de Wall Street.

Na Europa, o índice STOXX 600 desliza 0,53% (às 10H30). Em Lisboa, o índice PSI-20 perde 1,96%.

"Entre os setores que mais perdem está a banca. E todas as ações mais expostas à América Latina, daí a descida mais acentuada do índice espanhol IBEX", diz o mesmo analista.

Também os setores relacionados com o fabrico de automóveis e o das petrolíferas são dos mais penalizados.

Em Lisboa, a EDP Renováveis e a Semapa lideram as descidas em Lisboa. A EDPR desliza 5,108% para 6,126 euros penalizada pela derrota de Hillary Clinton, a candidata pró renováveis, e também por uma maior aversão ao risco, que pesa mais na periferia europeia. Já a Semapa perde 4,15% para 11,1 euros.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos sobem 1,5% para a casa dos 3,271% segundo dados da Bloomberg.