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Indice bolsista previu a vitória de Trump

CARLO ALLEGRI / Reuters

O índice S&P 500 entre julho e outubro deste ano sofreu uma quebra. Olhando para o histórico de presidenciais nos EUA, uma quebra aponta para a vitória do candidato apoiado pelo partido que não está no poder. Neste caso venceria Trump, como acabou por acontecer

Desde a II Guerra Mundial, a performance do índice S&P 500 entre o final de julho e o fim de outubro costuma prever o vencedor das presidenciais norte-americanas. Desta vez, previu que Trump venceria.

O índice registou uma queda de 2,1% entre 31 de julho e 31 de outubro de 2016. Se tivesse registado uma performance positiva, indicaria a reeleição do partido no poder. Uma descida equivaleria à substituição de partido na presidência.

O padrão é identificado num relatório de Stam Stovall, estratega de ações da S&P Global Market Intelligence, citado pela Bloomberg a 30 de setembro último.

Este padrão não se registou em três ocasiões: 1956, 1968 e 1980.

Olhando para as duas últimas eleições, em que o democrata Barack Obama venceu, o índice S&P 500 acertou. Registou uma queda de 23,6% entre julho e outubro de 2008 (Obama venceu). No ano em que Obama foi reeleito, o índice subiu 2,4% no mesmo período.

Ações sobem até fim do ano?

O mesmo analista apontou, na altura, que o mercado acionista costuma subir nos meses de novembro e dezembro, em anos de presidenciais nos EUA. Diz que mercado acionista sobe 1,7% em média em caso de vitória do partido no poder e 2,3% quando vence o partido oposto.

Os mercados reagiram esta quarta-feira em choque à vitória inesperada de Donald Trump nas presidenciais norte-americanas.