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Desemprego baixa para 10,5% no 3.º trimestre

A população desempregada, estimada em 549,5 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 1,8% (menos 9,8 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 11,2% (menos 69,3 mil)

A taxa de desemprego baixou 0,3 pontos percentuais para 10,5% no terceiro trimestre de 2016, face ao anterior, e 1,4 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2015.

De acordo com as estatísticas do emprego hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população desempregada, estimada em 549,5 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 1,8% (menos 9,8 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 11,2% (menos 69,3 mil).

Segundo o INE, este decréscimo está “em consonância” com as diminuições observadas nos terceiros trimestres dos últimos três anos.

A taxa de desemprego dos homens (10,3%) foi inferior à das mulheres (10,8%) em 0,5 pontos percentuais.

Já a taxa de desemprego dos jovens (entre os 15 a 24 anos) foi de 26,1% e a dos jovens adultos (dos 25 aos 34 anos) de 11,5%.

Do total de cerca de 2,3 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos, 13,3% (301,7 mil) não estavam empregados, nem a estudar ou em formação (isto é, estavam desempregados ou eram inativos), refere o INE.

Por nível de escolaridade, do número de desempregados registado, 52,8% tinham completado, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico, 28,4% o ensino secundário e pós-secundário e 18,8% o ensino superior.

Por setor de atividade, no terceiro trimestre 11,2% de pessoas desempregadas estavam à procura de primeiro emprego e 88,8% à procura de novo emprego (destas, 2,4% provenientes do setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, 29,9% do setor da indústria, construção, energia e água e 60,5% dos serviços).

Em relação à duração da procura de emprego, de acordo com os dados do instituto, 36,8% de desempregados registados no terceiro trimestre estavam à procura de emprego há menos de 12 meses e 63,2% à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração).

No terceiro trimestre de 2016, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em cinco regiões do país: Madeira (13,2%), Alentejo (12,0%), Norte (11,8%), Área Metropolitana de Lisboa (10,9%) e Açores (10,7%).

Já as taxas de desemprego da região Centro (8,0%) e do Algarve (7,3%) situaram-se abaixo da média nacional.

Em relação ao trimestre anterior e à semelhança do verificado globalmente para Portugal, a taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões, exceto na região Norte e na Madeira (onde aumentou 0,2 pontos percentuais).

A população empregada, estimada em 4,7 milhões de pessoas, registou um acréscimo trimestral de 1,3% (mais 59,0 mil) e um acréscimo homólogo de 1,9% (mais 86,2 mil).

Nestas estimativas trimestrais do INE, foi considerada a população com 15 e mais anos, não sendo os valores ajustados de sazonalidade.