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Comissão Europeia corta previsão para crescimento da economia portuguesa

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A Comissão Europeia prevê que a economia portuguesa cresça 0,9% em 2016 e 1,2% em 2017. Já o défice público é visto a fixar-se em 2,7% em 2016 e 2,2% no próximo ano. Tanto na União Europeia como na zona euro, o crescimento económico vai continuar moderado.

A Comissão Europeia cortou a previsão para o crescimento da economia portuguesa em 2016 e 2017 mas melhorou as estimativas para o défice público do país no próximo ano.

Nas previsões de Outono, a CE prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça 0,9% enquanto a anterior previsão apontava para um crescimento de 1,5%. Para 2017, a CE aponta para um aumento de 1,2% do PIB, abaixo da anterior estimativa de 1,7% nas previsões da Primavera da CE.

"O crescimento do PIB real em Portugal permanece fraco mas é esperada uma melhor gradual no horizonte de previsões (até 2018)", refere a CE no seu relatório com as previsões de Outono.

"Uma subida gradual do crescimento está dependente de uma recuperação no investimento", afirma.

Quanto ao défice público é visto a fixar-se em 2,7% do PIB este ano e em 2,2% no próximo, uma melhoria face à anterior previsão da CE de um défice de 2,3% para 2017.

Para a União Europeia e zona euro a CE prevê um abrandamento do crescimento económico no próximo ano devido à menor procura interna face à provável subida dos preços da energia. A CE estima um crescimento do PIB da zona euro de 1,7% este ano e 1,5% em 2017, com a economia a recuperar 1,7% em 2018.

Bruxelas desconfia da meta do Governo de atingir um défice de 2,4% este ano. Os técnicos da Comissão estimam que o valor vai ser maior, ainda que já não vejam uma deterioração expressiva no défice estrutural em relação a 2015.

Défice melhora em 2017 ajudado por efeito extraordinário

A CE sublinha, no seu relatório com as previsões de Outuno, que o défice público português vai melhorar em 2017 "sobretudo devido a uma operação extraordinária [uma garantia ao BPP] e a contínua recupeação económica moderada".

"Os riscos para as perspetivas orçamentais estão inclinadas para o lado negativo, devido a incertezas sobre o 'outlook' macroeconómico, o potencial impacto no défice de medidas de apoio à banca e possíveis derrapagens na despesa", avisa a CE.

A dívida pública deverá subir este ano para 130,32% do PIB "devido à revisão em baixa das receitas previstas com a venda de ativos, incluindo Novo banco, e um valor mais elevado de dívida a emitir para a planeada recapitalização da Caixa Geral de Depósitos".

O rácio deverá descer para 129,5% em 2017 e 127,8% em 2018, suportado no crescimento económico e saldo positivo do défice primário.

A taxa de inflação média anual é vista a fixar-se em 0,7% e em 1,4% em 2018.

Quanto ao emprego, a descida da população ativa deverá levar a uma descida do desemprego para 11,1% em 2016 e 10% em 2017 e 2018. A criação de emprego deverá abrandar, segundo a CE.

(em atualização)