Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Calma nos mercados depois do susto

Numa sessão imprópria para cardíacos, o dia até acabou bem para a maioria das ações europeias. Os mercados tremeram com a vitória inesperada de Trump. Depois de um arranque em modo de pânico, as ações europeias fecharam a subir. Nos EUA, também se registam ganhos. Lisboa e Madrid registaram quedas.

Os mercados acalmaram após o susto inicial causado pela vitória inesperada de Trump nas presidenciais norte-americanas e as Bolsas acabaram por fechar a subir na Europa.

Em Wall Street o dia também está a ser de ganhos, apesar do sentimento negativo inicial.

"Em primeiro lugar, o discurso de aceitação de Trump foi moderado e em segundo nos mercados começou a haver a percepção de que nem tudo o que Trum poderá fazser é mau, pelo contrário", afirma Albino Oliveira, gestor da Patris.

Donald Trump pretende lançar investimentos fortes em infraestruturas, antecipando-se que possam ter um impacto positivo na economia norte-americana.

Na Europa, o índice STOxx Europe 600 somou 1,46%. A banca esteve entre os setores com maiores ganhos.

"Muitos investidores estavam à margem à espera das eleições. Quando viram as quedas de hoje, muitos terão aproveitado para regressar", afirma o mesmo analista.

Em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 1,47% pressionado pela descida de 5,7% da EDP Renováveis e de 3,07% da EDP. A candidata derrotada nas eleições nos EUA era pró renováveis, ao contrário de Trump que beneficia os combustíveis fósseis.

O espanhol IBEX caiu 0,4% devido à exposição que muitas cotadas espanholas têm aos mercados da América Latina, e que poderão ser penalizados por medidas de Trump.

Nos EUA, o índice S&P 500 sobe 0,7% (17H45).

Juros da dívida sobem

Os juros da dívida soberana europeia subiram, com os bund alemães a 10 anos a subir ao máximo de maio nos 0,22%, um avanço de 2,5 pontos base.

Os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos subiram 1,8% para 3,282%, segundo dados da Bloomberg.

Quanto à cotação do Brent, soma 1,85% para 45,89 dólares o barril num dia em que o dólar acabou por registar a maior subida desde o Brexit.

Nos EUA, os Treasuries a 10 anos dispararam 20 pontos base.