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Acionistas do BCP mantêm blindagem dos estatutos

Marcos Borga

Acionistas iam também aprovar um novo patamar de limite aos direitos de voto, de 20% para 30%, mas decidiram adiar a decisão para 21 de novembro

Os acionistas do BCP já aprovaram a manutenção da blindagem dos estatutos, uma das primeiras decisões que estava previsto ser tomada esta quarta-feira e que decorre da obrigatoriedade de os bancos submeterem, até ao final do ano, uma proposta nesse sentido.

Esta era uma obrigação que decorre da alteração ao regime geral das instituições de crédito e sociedades financeiras, no âmbito do decreto lei publicado em abril que permitiu desbloquear a situação de impasse que se vivia no BPI relativamente à desblindagem dos estatutos.

Para a Assembleia Geral (AG) extraordinária de hoje, que está a decorrer, estava também prevista a alteração da blindagem dos estatutos de 20% para 30%. Uma exigência do grupo chinês Fosun para que se reúnam condições para entrar no capital do banco. Mas os acionistas decidiram adiar esta votação para 21 de novembro. Não se sabe o motivo para este adiamento.

Na AG do BCP esteve representado 35% do capital do banco presidido por Nuno Amado.

Foi também aprovado o aumento do número de administradores de 20 para 25, contando com a entrada de mais dois administradores executivos.

Recorde-se que o BCP aprovou já a fusão de ações (um conjunto de 75 ações passou a valer uma ação).

A entrada da Fosun no BCP deverá ficar assim mais próxima se for também aprovada a blindagem dos estatutos para 30%, ponto que seria votado no final da ordem de trabalhos, mas que foi adiado por não estarem reunidos "alguns procedimentos", como referiu o presidente do conselho de administração do BCP, António Monteiro, à saída da AG, embora não tenha especificado quais.