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Revolução digital será mais rápida do que julgamos

António Bernardo

É a grande conclusão do debate sobre as novas tecnologias nas empresas e o tema central da conferência New IT – Power the Future, promovida pelo Expresso e pela Accenture

Rute Barbedo

“Um dia vamos olhar para 2016 e perceber que o mundo já era governado por máquinas, mas que as máquinas eram estúpidas”, acredita Ben Goertzel, da Hanson Robotics, fazendo antever a revolução que ainda está para vir no mundo digital e que deverá ser mais rápida do que o que pensamos.

Na conferência New IT – Power the Future, promovida pelo Expresso e pela Accenture, ontem no Oceanário, em Lisboa, o equilíbrio entre as funções essenciais das empresas e o seu plano tecnológico; a resposta à questão de se as novas tecnologias estão a formar ou a eliminar postos de trabalho; e os perigos inerentes à segurança no ciberespaço foram temas centrais discutidos por representantes da EDP, da NOS, da Fjord ou de Silicon Valley.

Todas as transformações atuais significam “mudar os processos de trabalho” e fazer com que a automatização de funções torne as empresas mais eficazes, acredita Rogério Campos Henrique, administrador executivo da Fidelidade. Certezas, no entanto, há “muito poucas”, defende Mark Curtis, co-fundador da Fjord, ainda que a inteligência artificial, aplicada a exemplos como o dos automóveis autónomos, seja apontada como um dos campos de mais rápida evolução.