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Lucros da REN recuam 23,1% nos primeiros nove meses do ano

Gonçalo Morais Soares, Rodrigo Costa e João Conceição, administradores executivos da REN

José Ventura

Taxa extraordinária voltou a penalizar a empresa que gere as redes de gás e eletricidade do país, mas houve também alguns efeitos recorrentes a contribuir para este recuo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A REN fechou os nove primeiros meses do ano com lucros de 70,5 milhões de euros, menos 23,1% que no mesmo período do ano passado, anunciou a empresa esta sexta-feira em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A justificar esta descida, diz a empresa, estão efeitos recorrentes, nomeadamente a mais-valia relativa à venda da participação da REN na Enagás (+16,1 milhões de euros) e a recuperação extraordinária de impostos (+9,9 milhões de euros).

"O resultado foi ainda penalizado pela manutenção do pagamento da contribuição extraordinária do sector energético aprovada aquando do Orçamento de Estado de 2016", que este ano ascendeu, até agora, 25,9 milhões de euros.

Sem estes efeitos recorrentes os lucros teriam subido 3,3%, para 96,4 milhões de euros, suportado pela melhoria do resultado financeiro da empresa e pela redução do custo médio da dívida (caiu 4% nos nove meses de 2015 para 3,4% nos nove meses de 2016).

Quanto ao EBITDA, registou uma descida de 4,1% para 357,2 milhões de euros, "na sequência da mais-valia de 20,1 milhões de euros obtida no ano anterior, fruto da venda da participação da REN na Enagás. Ainda assim, o resultado beneficiou do aumento da remuneração da base de activos da empresa", pode ler-se no comunicado.

A subir, só mesmo a dívida que aumentou 1,5% para 2,48 mil milhões de euros.

Empresa investe menos de metade

Durante os primeiros nove meses do ano, a REN investiu 73,4 milhões de euros, menos 49,7% que os 145,8 milhões de euros aplicados no mesmo período de 2015.

De acordo com a empresa, esta situação explica-se com o facto de, no primeiro semestre do ano passado, a empresa ter investido na compra de duas cavernas de gás natural.