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Lucro da EDP até setembro baixou 16%

Luis Barra

A elétrica presidida por António Mexia lucrou 615 milhões de euros até setembro, tendo no mesmo período registado uma diminuição da sua dívida líquida, que está agora em 15,9 mil milhões

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP apresentou nos primeiros nove meses deste ano um lucro de 615 milhões de euros, menos 16% do que no mesmo período do ano passado, informou a companhia em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A margem bruta do grupo até cresceu 5%, para 4,26 mil milhões de euros, mas o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 3%, para 2,89 mil milhões de euros, pressionado por um agravamento dos custos operacionais (que a EDP justifica com a não repetição em 2016 de ganhos registados em 2015).

Adicionalmente, o grupo presidido por António Mexia viu a sua fatura com impostos crescer 27% (de 236 milhões no ano passado para 300 milhões de euros este ano), além da manutenção da contribuição extraordinária sobre o sector energético (que custa à EDP 61 milhões por ano).

O investimento líquido da EDP nos primeiros nove meses do ano teve uma forte contração, passando de 1069 milhões de euros em 2015 para 505 milhões este ano, uma descida explicada pelo corte na libertação de fundos das operações, já que em termos brutos o investimento operacional permaneceu relativamente estável, próximo de 1,2 mil milhões de euros (de janeiro a setembro).

A dívida líquida da empresa no final de setembro era de 15,96 mil milhões de euros, ficando 8% abaixo da verificada no final de 2015. Um dos fatores que explicam esta redução da dívida é a realização pela EDP de vários negócios de titularização de dívida tarifária, cujo encaixe vem permitindo ao grupo aliviar o seu balanço.

No seu comunicado à CMVM a elétrica reporta ainda ter uma posição de liquidez de 5,8 mil milhões de euros (valor que soma dinheiro em caixa e linhas de crédito disponíveis), que permite à EDP suprir as suas necessidades financeiras pelo menos até ao final de 2019.

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