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Bolsas ‘mistas’ manifestam algum alívio depois de sessões no vermelho

Os mercados acionistas da Ásia Pacífico e da Europa inverteram esta quinta-feira as perdas registadas nas duas primeiras sessões de novembro. Futuros de Wall Street estão com ganhos. Risco de “Trumpazo” recuou

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Ásia Pacífico fecharam esta quinta-feira em terreno ‘misto’, com as praças chinesas em alta e as restantes no vermelho. A Bolsa de Tóquio, a principal da região e terceira do mundo, esteve encerrada, por ser feriado, Dia da Cultura. A Europa, pelas 12h30 (hora de Lisboa) está a negociar, também, em terreno ‘misto’, com a maioria das praças da zona euro registando ganhos, mas Londres e Zurique estão com perdas. O PSI 20, de Lisboa, flutuou em torno da linha de água durante a sessão desta manhã, e de momento está a perder 0,1%. Os futuros em Wall Street estão em terreno positivo.

Se se mantiver esta perspetiva, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, as bolsas mundiais poderão inverter esta quinta-feira duas sessões consecutivas no vermelho no início de novembro. O índice mundial MSCI perdeu 0,4% no dia 1 e 0,7% no dia 2. Em outubro registou perdas mensais de 1,8%. O pior dia do mês anterior foi 10 de outubro, quando as bolsas mundiais caíram 1,1% abaladas pelos rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) poderia antecipar a redução do seu programa de compras de ativos mesmo antes de março de 2017. Em outubro, o índice MSCI para a Europa perdeu 3,4% e o relativo aos Estados Unidos caiu 2%.

Novembro iniciou-se no vermelho. As bolsas dos EUA acumulam perdas de quase 1,4% nas duas primeiras sessões do mês. O índice S&P 500 está há sete sessões consecutivas no vermelho e o índice Dow Jones 30 perdeu em cinco sessões consecutivas. O que já foi batizado de ‘efeito Trumpazo’ (do apelido do candidato presidencial Donald Trump) está a ser responsável por alguma subida do índice de pânico financeiro (ainda que longe dos picos de janeiro e fevereiro ou mesmo dos níveis de julho) em Wall Street e pelas quedas nas bolsas. A Europa tem os seus próprios problemas – ataque, sobretudo alemão, à política monetária do BCE, risco político elevado em Itália – e sofre do contágio do ‘Trumpazo’. O índice MSCI para a região perdeu 0,8% nas duas primeiras sessões de novembro. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) esteve no vermelho durante quatro sessões consecutivas.

O efeito da subida recente de Donald Trump em algumas sondagens parece estar, esta quinta-feira, em desaceleração. A Reuters/IPSOS avançou hoje com uma nova sondagem, realizada ontem, que dá uma margem de vitória de seis pontos percentuais para Hillary Clinton. Além disso, como sublinhou ontem o analista financeiro nova iorquino Marc Chandler, o que é decisivo para a eleição do futuro presidente dos EUA é a maioria no colégio eleitoral, onde Clinton mantém vantagem. Os três sites de previsões – Fivethirtyeight de Nate Silver, Predictwise e Realclearpolitics - inclinam-se ainda para uma vantagem de Clinton, ainda que declinante, na eleição de 8 de novembro, já na próxima semana.