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Portugueses poupam para as férias e esquecem os imprevistos

Gonçalo Rosa da Silva

Esta segunda-feira é o Dia Mundial da Poupança. 59% dos inquiridos indicaram economizar dinheiro, num estudo do Banco de Portugal

A falta de rendimentos é a principal razão dos portugueses para não pouparem, mas quem poupa tem em vista pagar férias e viagens, ou substituir bens duradouros, e não pagar despesas imprevistas, revela um estudo do Banco de Portugal.

Economizar dinheiro é um hábito de pouco mais de metade (59%) dos mais de mil inquiridos pelo banco central sobre literacia financeira no ano passado, mas o número aumentou face aos 52% apurados no inquérito anterior realizado em 2010.

Nesses cinco anos, apesar de ter aumentado o número de inquiridos a poupar, manteve-se o principal motivo alegado pelos que não poupam, existindo em ambos os anos 88% de entrevistados a apontar o baixo nível de rendimento como a razão de não conseguirem poupar.

Entre os entrevistados que afirmaram ter poupado em 2015, há menos, face aos resultados apurados em 2010, que poupam para despesas imprevistas 58% em 2010, contra 44,8% em 2015, mas são mais os que estão preocupados com o planeamento de despesas futuras.

O número de entrevistados que diz poupar para fazer face a despesas não regulares, como gastos com férias e viagens de lazer, aumentou de 14,9% em 2010 para 23,9% em 2015, e os que poupam para adquirir bens duradouros subiu de 8,1% em 2010 para 20,8% no ano passado.

Poupar para a reforma é uma preocupação de poucos portugueses e diminuiu de peso nos últimos cinco anos: no inquérito de 2010 apenas 5,9% dos inquiridos diz ter feito essa poupança, mas no ano passado a percentagem caiu para 4,3%.

Esta segunda-feira assinala-se o Dia Mundial da Poupança, que foi criado em 1924, no I Congresso Internacional de Economia, realizado na cidade italiana de Milão.

  • Poupança volta a cair em 2015 e atinge mínimo dos últimos 20 anos

    De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de poupança das famílias portuguesas (e das sociedades sem fins lucrativos que as apoiam) representou 4,4% do rendimento disponível em 2015, uma nova descida face a 2014, quando as famílias conseguiam poupar 5,2% do seu rendimento