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Royal Bank of Scotland diz que há um "mar de boas notícias" em Portugal

O Royal Bank of Scotland está muito positivo em relação a Portugal. Melhorias no setor da banca e a aprovação do OE para 2017 são duas das principais razões. E não está sozinho no otimismo a nivel internacional, embora também haja vozes de sinal de contrário

O Royal Bank of Scotland (RBS) está muito positivo em relação a Portugal e fala num "mar de boas notícias" no país. Num comentário divulgado aos clientes via Bloomberg, o RBS refere que "apesar dos comentários muito infelizes de Schauble, Portugal teve provavelmente o seu melhor leilão de dívida este ano" esta semana.

O comentário do RBS refere que, perante estas boas notícias, "o mercado precisa tomar consciência e começar a agir". Para o banco britânico, há cinco razões para este otimismo. Em primeiro lugar, a capitalização da banca registou progressos enormes com a Caixa Geral de Depósitos a obter 5 mil milhões de euros em capital, o Millennium bcp a conseguir atrair um novo investidor (Fosun) com dinheiro fresco, o BPI a desbloquear a situação Caixabank/Angola e os bancos a terem permissão para dirluir as perdas com o Novo banco ao longo de 30 anos.

Depois, destaca a aprovação praticamente assegurada do Orçamento do Estado para 2017 e um sinal positivo vindo da Comissão Europeia em relação ao documento.

Em terceiro lugar, em termos políticos, o país "parece estar OK com os partidos mais à esquerda a suportar praticamente tudo o que o Governo faz".

E por último dois fatores: o programa de financiamento para 2016 está praticamente concluído, restando apenas cerca de mil milhões de euros para colocar junto de investidores até ao final deste ano e há, ao mesmo tempo, menores riscos de haver novas desvalorizações nas ações da banca.

"Muito positivo em relação a Portugal. Boa sorte", remata a nota do RBS.

Bank of America diz 'like' à dívida portuguesa
Outro banco, o Bank of America Merrill Lynch, recomenda a dívida a cinco anos portuguesa, tal como a dívida a três anos de Itália. Aponta que a dívida portuguesa esteve pressionada no mercado secundário antes de a dívulgação da avaliação da DBRS, que a 21 de outubro manteve o rating de 'grau de investimento' à República, bem como a perspetiva de 'estável'.

"É improvável que a DBRS reavalie o rating de Portugal até abril do próximo ano", lembra o BofAML numa análise datada de 26 de outubro.

Estes comentários favoráveis em relação a Portugal contrastam com um outro, do Morgan Stanley, que a 26 de outubro recomendou a aposta contra a dívida a cinco anos portuguesa devido aos fracos fundamentais fracos que antevê para o país.