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Minoritários do BPI querem fazer subir preço da OPA do CaixaBank

A Associação de Investidores e Analistas Financeiros (ATM) considera que o preço da ação pago pelo CaixaBank ao BPI para controlar mais de 50% do banco está muito abaixo do que entende ser justo

A Associação de Investidores e Analistas Financeiros (ATM) considera que o preço da ação pago pelo CaixaBank ao BPI para controlar mais de 50% do banco está muito abaixo do que entende ser justo de forma a refletir um prémio pela perda de controlo do Banco de Fomento Angola (BFA) .

O presidente da ATM afirmou que o valor justo ascende a 3,15 euros por ação. Se não houver entendimento com o CaixaBank para fazer subir o preço deve ser nomeado um auditor independente por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliário.

Octávio Viana, presidente da ATM, disse ainda que se isso não acontecer a associação vai avançar com ações judiciais e providências cautelares no sentido de impugnar esta OPA. "Serão o último reduto mas avançaremos", referiu num encontro com jornalistas.

O mesmo responsável adiantou que neste processo estão acionistas que reunem cerca de 4% do capital do BPI.

A ATM considera que a venda de 2% do BFA dá um prêmio a Isabel dos Santos, segunda maior acionista do BPI, que ficará com o controlo do banco em Angola e este prémio deve ser distribuído por todos os acionistas .

Segundo afirmou Octávio Viana o preço de 2,26 euros por ação a pagar pelo CaixaBank ao BPI evitaria quaisquer processos e impugnações.